sábado, outubro 27, 2007

Vale, vale tudo...

"O vento aprende, ensina mil canções (...)" Tim Maia

Eita porra, 'pede pra sair' vai... 'quem manda nessa porra sou eu'!
E ao som de Tim Maia eu escrevo, num sábado à noite (madrugada), mas poderia ser qualquer outro dia. O que faz um dia ser mais importante que o outro? Por que o sábado é o dia da balada, e não a terça, a quarta ou a quinta-feira? Muito bizarro isso. Quem teria sido o ser conceituador do dia sábado como sinônimo de balada, festa, noitada?
A Brama bem vem tentando mudar isso, utilizando a campanha Zeca-feira (que ridículo!) para talvez tirar o estereótipo de só sábado ser dia de qualquer coisa divertida. Mas não adianta muito, ao meu ver, nada mudou. Afinal, 'todo mundo espera alguma coisa de um sábado à noite'...

E quando ela ouve Bon Jovi...

Pode ter certeza que há algo a ser relembrado. Ouvir Bon Jovi pra mim é remeter-me a um tempo que não volta mais, a um momento mágico só meu, que existe só na minha mente. É uma nostalgia programada, essa naftalina auditiva. O Bon Jovi não está sozinho. Na minha mente eclética, ele vem acompanhado de outrens.

E quando ela ouve Legião...

Ela chora, e não sabe por que. Claro que ela sabe o porquê. Choro porque a música me toca fundo, e ai, a nostalgia se torna dolorosa; ela machuca, quase me faz mal. Mas um mal necessário. Um mal que leva à saudade, que no fim, é um sentimento bom, afinal só se sente saudade de algo bom, de algo agradável.

E quando ela ouve tudo isso...

Ela não tem o que fazer, está perdida no ócio, no tédio. Quando a nostalgia toma conta, só é possível quando resultada de momentos infinitamentes fúteis e desocupados do ser. Só é possível parar para pensar (e lembrar) se a mente (e a vida) não estiver ocupada o bastante para se sentir vazia.

E mente vazia, só pode ser...

Oficina do 'capiroto'. Ambiente do 'esquerdo'. Albergue daquele que é considerado duvidoso. O vazio nada pode trazer de bom. E de nada adianta a matéria, o corpo. Com isso, remeto-me ao reality show Brazil's Next Top Model (seriado brazuca adaptado, versionado, ou algo do tipo, da séria quase homônima American's Next Top Model). Lindas meninas, porém, quase vazias de sentido, de vibrações, de vida... quase porta-retratos. Os jurados não ficam atrás: vazios de espelhos, de sensibilidade, de visão abrangente. E a pergunta, enquanto era assistido o programa, ecoava alto: como selecionar uma top model que não há nada a apresentar?

E o que é importante ser apresentado?

Como top model? Não, como ser humano. O que é importante ser mostrado, ser refletido, ser exposto, ser evidenciado, ser gritado? Sua personalidade, sua vida. O que você é de fato, e isso não significa chocar a sociedade (embora esta seja muito interessante). Descobrir o que é importante para si, por dentro e por fora, sem média. Isso sim é importante.

Tomo guaraná, suco de caju, goiabada para sobremesa...

E o Tim e suas canções tomam conta da mente que antes não era vazia, porém, não continha nada que pudesse ser aproveitado. E onde está a média? Não há nada igual, nada igual a ser sincero, consigo e com os outros. E o sábado é sincero, dizendo: ok, hoje é o dia de se jogar, porque amanhã você não trabalha, não levanta cedo, não tem responsabilidades... você pode ser livre.

Você pode ser livre...

Pelo menos um dia na semana. Todos os dias, se assim quiser. O sábado foi escolhido pela geral. A Lost brasileira te dá a chance de ser livre apenas se você quiser ir para barzinhos (botecos, em geral). Ou então é possível curtir um 'putz-putz', na companhia de fraldas, chupetas e choros de bebês. Há pouco mais de 2 meses, a ilha oferece a chance de curtir um rock, ou seus derivados...

Suave é a noite, e é à noite que eu saio...

O Pub Rock Beer oferece aos perdidos da Lost brasileira a chance de ouvir um som diferenciado no sábado de todos os santos (que de santos não tem nem o sobrenome). Lá é o único local onde será possível se divertir com a banda e com o 'bartender'. E olha que ele nem é mágico, daqueles que faz firulas (muito boas por sinal) com as garrafas. Sua personalidade é o diferenciador em potencial. Lá também é possível encontrar pessoas diferentes.

Mas não tão diferentes...

Daquelas encontradas no Lado B, bar alternativo com funcionamento nas sextas-feiras (nem todas), proporcionando música boa (nem sempre) e ambiente agradável. O rock voltou a ter espaço nas baladas ilhadas de Araçatuba, e o fim de semana não mais começa na sexta.

E toda quinta-feira...

É possível sair sem pressa pra voltar e encontrar um outro público no Barril, bar que provavelmente já recebeu 'terrinha de cemitério', porém, conseguiu dar a volta por cima. O Barril, assim como o Lado B, oferecem o ótimo serviço de entrada gratuita para as senhoritas araçatubenses.

Com isso...

Todos ficam felizes, mulheres gastando menos e homens conferindo qual é a das tais mulheres. Todos saem ganhando (será?), e todos saem felizes. Vozes gritam: Ei, Pub, mulheres free!!!

I wanna be free...

Para sair a hora que quiser, sem ficar triste por estar sozinha. Para ter amigos que não brigam por coisas pequenas. Para beber sem ser julgada. Para beijar sem ser compromissada. Para rir sem ser pressionada. Para pensar sem ser questionada.

E...

Para te ajudar se você precisar, basta me dar um sinal de fumaça.


Desentediando o tédio ao som de: Vale Tudo - Tim Maia




*** Lar é onde o meu coração está!!! ***

terça-feira, outubro 23, 2007

Quando O Passado Não Está Tão Longe

"Eu quis amar o que o tempo não muda
Pra que quem amo não mudasse nunca (...)" Os Paralamas do Sucesso

Há alguns dias, na falta do que fazer, decidi recordar o que pensava e o que sentia dando uma olhada no meu antigo blog. Comecei a escrever naquele blog durante meu último ano no ensino médio. E continuei com ele até o fim da minha faculdade. Ou seja, enquanto ele existiu, mesmo eu não escrevendo todos os dias, as etapas foram passadas juntos, o blog e eu. É engraçado hoje, ao ler opiniões e desabafos, como várias coisas mudaram, e como outras continuaram perfeitamente iguais. Uma das coisas mais interessantes encontrada lá foi uma espécie de poema, ou simplesmente, palavras soltas sobre alguém que eu gostava (talvez ainda goste).

Me Atrai
A maneira como anda, a maneira como se
espreguiça, a maneira como diz oi, tudo isso me atrai nele. O jeitinho meio
desengonçado, a insegurança disfarçada com aparente coragem e desdém, tudo isso
me atrai nele. O estilo largado e pessoal, o jeito de andar, o olhar chapado,
tudo isso me atrai nele. O sorriso, a mão e os dedos finos, a altura, a risada,
o jeito único, tudo isso me atrai nele. Me atrai o olhar profundo e safado, que
ao mesmo tempo é misterioso, escondendo tanta coisa. Me atrai o sentimento
obscuro, aquele que ninguém adivinha, aquele que ele não quer demonstrar. Me
atrai a maneira como segura o microfone, o jeito de segurar o cigarro, o jeito
de cantar, o tesão pela música. A sua voz, as suas costas, o seu pescoço, a sua
boca, a sua pele, a sua liberdade, entre outras coisas, me atraem nele. Mas a
sua indiferença, o seu egoísmo e a personalidade inatingível me entristecem,
junto com o fato de não estar nem ai para o que eu sinto, me entristecem por
serem características que me confirmam que nunca poderá ser meu, e eu nunca
poderei ser dele. Eu o quero inteiro, ele me quer pela metade. Talvez seja de
difícil compreensão a conclusão em que cheguei, que de todas as atrações, a
maior está no objeto que nunca terei.

Me chocou um pouco ver o quanto eu estava apaixonada e cega, mas fiquei feliz em ver que eu tinha coragem de expôr o meu amor, pelo menos de forma impressa.
Me entristeci ao ver que pouca coisa mudou, neste relacionamento que existiu de forma tão indecisa na realidade, mas lindo na minha fantasia, perturbado no meu blog. Percebi que ele estava em mim em todos os meus momentos, muitas vezes me fortalecendo, muitas vezes me colocando pra baixo. Mas o que me desapontou foi a mesmice, não minha, mas na pessoa, aquela tão importante, exposta naquele diário virtual.
Uma amiga, lá citada várias vezes, também me impressionou, porque embora tenha mudado em seu perfil, não mudou em suas atitudes comigo. Em suas atitudes com todos. E neste momento, me senti insegura mais uma vez, me perguntando: devemos então deixar certas coisas passarem? Ou melhor dizendo, certas pessoas?
Se for perguntada sobre qual a maior dúvida que tenho a respeito das pessoas, ela seria facilmente respondida. Gostaria muito de conseguir entender por que tantos conseguem dar tanto de ruim para o outro, e deixar tanta coisa boa escondida. Como é possível conseguir maltratar e ser indiferente com quem te quer bem? O que as pessoas ganham com isso? Elas ficam mais felizes? Elas sentem-se mais realizadas?
Percebi que sempre tive essa dúvida, mas nunca soube manifestá-la. Ao que parece, não conseguirei esclarecê-la.


...

No amor, estou mais perdida do que cego em tiroteio. Porém, acho que um pouco menos do que naquele passado, não muito distante. A 'tal pessoa' ainda existe. A amiga também. Para a amiga, a música perfeita no momento seria Stuck In A Moment, do U2. Mas a letra que postarei é a que vai para a 'tal pessoa'. Ele que estava presente em quase todos os dias em que escrevi naquele blog, pelo menos desde quando ele passou a ser importante para mim.


Imperecível
Luxúria


Com você eu fico frágil pra enxergar
Nos seus olhos
A minha incerteza
Por isso eu resolvi encerrar o nosso prazo
O nosso prazo
Pra ver você sorrindo sem ter que invadir o seu espaço
O seu espaço

Entre você e eu ficou quase tudo intocado
Mesmo que a nossa casa caia de repente
Você vai continuar aqui intacto
Na minha vida
Na minha cabeça confusa
A sua vida imprevisível
Deixou a nossa validade invisível
E o meu amor imperecível


Com você a vida é sempre tão estranha
Eu te apavoro mas não posso te enfrentar
Por isso eu resolvi desfazer o nosso laço
O nosso laço
Pra não deixar o tempo destruir o nosso frasco lacrado

Refrão



E o passado se mostra vivo ao som de: I Still Haven't Found What I'm Looking - U2

***Lar é onde o meu coração está!!! ***

segunda-feira, setembro 24, 2007

Se Todos Fossem Como Você

"Teu maior defeito talvez seja a perfeição" Engenheiros do Hawaii

E eis que ele faz anos, mais uma vez. Graças a Deus. Ao que parece, seu amadurecimento natural, com o passar do tempo, está fazendo com que ele regrida e torne-se criança novamente.
Às vezes rabugento, ás vezes um brincalhão. Mas o que ninguém pode tirar dele é a bondade de coração. Aposentou-se uma vez, mas voltou a trabalhar. Aposentaram com ele mais uma vez, e ai, ele teve que sossegar. Já era tempo. Sua família queria um pouco dele também.
Curte a boemia, mas ao contrário de muitos, gosta de apreciá-la durante o dia; acompanhado de uma cervejinha, claro. Tenta preservar um pouco de sua saúde fazendo caminhadas diárias.
Já foi boleiro nas antigas, porém hoje, prefere só assistir aos jogos televisionados; muitos deles, inclusive, são interrompidos por cochilos esporádicos.
Curte sua própria rotina, cultivada com muito esforço. É muito conhecido e usuário de ditados e gírias mais que características:

  • "Só por Deus";
  • "Eu sou eu e jacaré é um bicho";
  • "Dinheiro tá igual perna de cobra: ninguém vê!"
  • "Ow bundão!";
  • "Ow bola murcha";
  • "Muita hora nesta calma";
  • "Bicho".
Ele é mais que lindo, e sem dúvida nenhuma, o homem da minha vida. "O mundo é bom Sebastião..." e seria muito melhor se todos que o habitam fossem iguais a você.
Parabéns, e felicidades sempre.




Filhinha do papai ouvindo: O Mundo É Bom Sebastião - Nando Reis


*** Lar é onde o meu coração está!!! ***

segunda-feira, setembro 17, 2007

Tempo quente, clipe quente...

E dizem as más línguas que o 50 Cent quer parar de cantar porque está perdendo para o Kanye West. Deve ter sido por isso que ele convidou o cantor e o produtor do momento pra gravarem um hit em conjunto. Como se ele já tivesse dinheiro o bastante. A música já é uma das mais tocadas nas 'boatinhas' de todo o mundo, e tem a participação de Justin Timberlake e Timbaland. Um sucessoooo. Mas pra mim, não basta ouvir a música, eu tenho que ver o vídeo. O clipe (sem censura alguma) utiliza-se daquele recurso muito usado no filme Minority Report. Lembram daquele filme com o Tom Cruise e uma participação do "tudíssimo" Collin Farrel? Ou então, um pouco mais atual, o filme Deja Vu, com Denzel Washington? A diferença é que eles não estão mexendo no passado e no futuro, só estão mexendo nas meninas. Bem, quem não lembra pode puxar pela memória ao assistir o vídeo logo mais. Justin acaba comigo, abusando do que é possível fazer atrás de uma porta. Esse garotinho não era assim nos tempos de N'sync.

Ayo Technology - 50 Cent, Justin Timberlake e Timbaland



Comentário: será que este recurso se instalará na vida real, num futuro próximo? Que loucuraaaa!!!

*** Lar é onde o meu coração está! ***

domingo, setembro 16, 2007

Más Surpresas

"(...)Eu sei é tudo sem sentido
Quero ter alguém com quem conversar
Alguém que depois
Não use o que eu disse contra mim..." Legião Urbana

E ele usou de tantas palavras, será que sabe o que essas me causaram? Usou metáforas, formas de ataque, será sabido o quanto me atingiu? Disse para libertar-me, mas estaria ele livre?
Acusou-me de ser fechada num mundo só meu, mas estaria ele longe de estar num mundo próprio? Fechado em seus pensamentos pouco originais, em suas convicções ditas modernas - 'você é tão moderno, se acha tão moderno, mas é igual aos seus pais' - visando sempre seus próprios interesses.
Cobrou-me a falta de confiança, de não estar disposta a interagir, mas ele faz diferente? E como ele pode me acusar assim se sempre sou eu quem faz tentativas vãs de interação? De certo, a interação pra ele só existe no mundo virtual, num momento único, onde ele é corajoso pra falar o que quer. Mas onde está a tal interação quando nos encontramos eventualmente e ele me trata como se mal me conhecesse?
Como interagir apenas num mundo virtual pode ser viver, se libertar? Como posso ser cobrada de não me abrir quando quem me acusa sempre se fechou? Como é possível libertar o seu corpo e não o seu coração? Como é possível viver pela metade? Como uma mente pode ser tão fria, e como alguém que me conhece tanto pode usar tanto isso contra mim?
Condenou-me por estar à espera de um príncipe encantado que nunca virá. Mas se esperar por um príncipe é querer que um cara não tenha medo de me olhar nos olhos e dizer que me quer, então sempre esperarei. Me considera pouco adulta, por achar que tudo é fácil, que relacionamentos são fáceis. Disse que tenho muito a aprender. Pode até ser. Mas 'se o mundo é mesmo parecido com o que vejo, prefiro acreditar no mundo do meu jeito'.

Em choque ao som de: A Dança - Legião Urbana
"(...) Ou então espécie rara/ Só a você pertence/ Ou então espécie rara/ Que você não respeita/ Ou então espécie rara/ Que é só um objeto/ Pra usar e jogar fora/ Depois de ter prazer."

E sempre é possível se surpreender...

*** Lar é onde o meu coração está! ***

segunda-feira, setembro 03, 2007

Nightmares & Dreamscapes

"Bye bye, baby, bye bye, baby (...)" Janis Joplin

Uma série muito interessante chega ao fim no canal pago Warner Channel. Nightmares & Dreamscapes, de Stephen King, conclui suas alucinações em grande estilo, num último episódio mais que psicodélico.

A série, como o próprio título já deixa parecer, gira em torno de personagens comuns (ou não!) e seus sonhos, devaneios e/ou paranóias. Ao assistir os episódios, nunca se sabe se aquilo está acontecendo de verdade ou se é apenas uma "viagem" do personagem ( e do autor né?!).

You Know They Got A Hell Of A Band...

O último episódio conta a história dos personagens de Clark e Mary Willinghan, um casalzinho comum no estereótipo norte-americano. Mas a história mesmo começa quando, durante uma rápida parada enquanto viajavam de carro, Mary tira um cochilo e tem um pesadelo.

Após esse pesadelo, Mary começa a ter alucinações horripilantes e vários acontecimentos estranhos começam a perseguir o casal, inclusive a chegada num lugar que não consta nas placas: 'Rock and Roll Heaven, Oregon'. Durante o passeio no local desconhecido, eles encontram pessoas idênticas às legendárias e falecidas estrelas do rock, inclusive Janis Joplin, que é garçonete num bar da cidade, Roy Orbison e Buddy Holly.

Clark, embasbacado com tudo aquilo, sente-se atraído por ir a um concerto que acontecerá naquela noite. O que o casal não sabe é que esse concerto se celebra todas as noites, incessantemente, e não é de graça: "uma vez que o público entra, não pode sair... jamais"!


Nightmares & Dreamscapes
Onde: canal pago Warner Channel
Quando: terça-feira, 4 de setembro
Horário: 23h
Por quê: o rock não morre jamaaaais!

*** Lar é onde o meu coração está!!! ***

sábado, setembro 01, 2007

Na Janelinha...

***

Falando sobre o estilo Emo, a letra de música nacional mais Emo que já ouvi é a Quebre As Correntes, do Fresno. Porque a meu ver, a internacional é a Hold On, do Good Charlotte. Não, não estou criticando. Adora as duas. Mesmo sendo um pouco clichês, acho as letras bem bonitinhas E a propósito, choro com ambas. Afinal, quem nunca se sentiu assim?

Quebre As Correntes
Fresno


E o que fazer?
Quando não estão mais nem ai para você?
Quando seu mundo não passar de uma prisão?

E o que dizer?
Quando a sua vida não é igual à da TV?
Quando as pessoas tratam mal seu coração?

(Quebre as correntes)

Promete não chorar e não se arrepender (não chorar)
Não chorar
O que você precisar se encontra em você (não chorar)
Não chorar

E como agir
Se mãos amigas se transformam em punhais?
E todos acham que você não é capaz (de desatar os nós)?

E o que sentir?
Quando até mesmo você chega a duvidar?
Que ainda existe alguma chance de virar (o jogo pra você?


Não vou deixar desmoronar
Castelos que eu construí
Com minhas mãos na areia
A vida tem de prossegir (2x)

Refrão
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*** Lar é onde o meu coração está!!! ***

A Metade Emo Do Limão

"(...) A única saída
É tentar não entender (...)" Nx Zero

É a metade do limão, porque já me remete à caipirosca. Se bem que já tomei caipirinha até de mixirica, mas isso não vem ao caso. Ando tão sensível quanto uma mosca após ser esmagada por uma palma (é, porque ninguém sabe ao certo se a mosca morre na hora né?). Ou então uma minhoca, quando perde a cabeça e ainda sim fica se mexendo. Estou sensível e fora de órbita. Há quem diga que estou "pior" do que de costume. Eu prefiro dizer que estou "melhor", oras.

Falando nisto...

Não sei se evoluí ou regredi de vez, mas descobri que tenho um lado Emo gigantesco. Tudo começou quando ao tomar banho, resolvi ouvir o disco Neon Ballroom, do Silverchair. Há tempos não ouvia esse disco - diga-se de passagem, o disco mais ouvido por mim quando tinha 16 anos - e resolvi ressuscitá-lo. Logo percebi o por que da desistência em ouvi-lo. Daniel Johns estava inspirado quando compôs esse disco. Inspirado em suicidar-se, e "instigar" o suicídio de todos os seus fãs e/ou fãs desse disco. A melodia das canções é perfeita, daquele tipo que gruda no seu ouvido e não sai. Mas as letras, não são para todos.

Tem a ver...

Nem todo disco é feito pra todo mundo. Um disco de música sertaneja (tá bom, pop-romântico) é de fácil compreensão; você pode estar em qualquer estado de espírito e mesmo assim compreender o que diz ali. Outros discos não. É preciso que você tenha vivenciado aquilo, ou pelo menos, tenha tido uma proximidade enorme com a situação (por exemplo, alguém próximo que tenha vivido aquilo). É o caso do disco Neon Ballroom, que retrata instabilidade emocional, doenças alimentares (anorexia), dúvidas sobre o futuro (estávamos entrando na década 00 - 2000), revolta contra os maus-tratos aos animais e claro, os sentimentos sempre interligados, amor e ódio.

Mas eu dizia...

Que resolvi ouvir o CD Neon Ballroom, e percebi que já fui Emo. Quer dizer, tenho um "quê" de Emo dentro de mim ( e fora também). Pra falar a verdade, acho que todo mundo tem. Mas isso não vem ao caso. Ouvindo o CD, me remeti ao passado, em que só usava roupa preta e tinha uma "cara de cu" terrível. Eu sei, alguém dirá: mas isso não é ser Emo. Mas e o fato de eu ficar trancada dentro do quarto, chorando o "leite derramado" (ou que nem foi fervido ainda), gostar de músicas com um conteúdo duvidável, porém, "emotivo"? Ao meu ver, isso tem algo de Emo. Tudo bem, não é tudo. O Emo cresceu. Bebeu da fonte de outros estilos (na verdade, é só isso que este estilo sabe fazer: copiar outros) como os clubers (andar de mãos dadas e blusas com desenhos estranhos), o glam (o cabelo liso sobre os olhos e a maquiagem) e também o gótico (a roupa e o lápis preto); entre outras coisas. Mas o conceito - a emoção - 'ah', isso eu tinha de sobra. Só sabia chorar e não conseguir desabafar. Tinha dó de mim mesma e o mundo pra mim era ingrato e com nuvens cinzas. Uma graça. O passado me condena. Ainda bem que melhorei. Eu acho. Mas não parei de chorar.

Um minuto de silêncio...

Pra quem chora sem motivo, ou por motivo algum, o tempo todo.

Mundo de Bob...

E meus sonhos ganham disparados daquele desenho maravilhoso, "O Fantástico Mundo de Bob". Na verdade, minha cabeça compete o dia inteiro com a "pequena" cabeça do garotinho Bob. 'Anyway'... há alguns dias tive um sonho estranho, bom e comprometedor. Lá estava eu, me vendo me ver dentro de meu próprio sonho. Entendeu? Não? Fazer o que, né? Eu namorava um garoto e me pegava com ele em qualquer lugar; um casal muito apaixonado. Várias pessos famosas eram amigos meus. Pra falar a verdade, amigos dele. E em meu sonho, eu mesma perguntava: mas quem é este garoto, eu o conheço de algum lugar. Acordei fazendo a mesma pergunta que eu mesma em meu sonho. Dias passaram, e qual não foi a minha surpresa quando, ao assistir a MTV, vi o suposto namorado cantando. O misterioso era o vocalista do Fresno. Ou seja, mais Emo, impossível.

É difícil...

Inspirada naquele movimento "Cansei", quero lançar um movimento chamado "Caguei". Desculpem-me o palavreado xulo e de baixo calão. Porém, um dos melhores ditados já inventados foi o "Estou cagando e andando", ditado este perfeitamente utilizável para todas as pessoas e situações que fazem média com algo ou alguém. Ou seja, eu estou cagando e andando para quem faz média na televisão, na faculdade, na rua, no supermercado e 'whatever'.

Movimento "Caguei"...

Pra começar esse movimento, quero lembrar de alguém muito especial, que não fazia média com ninguém e um dia, atuou de forma a incentiver muito que vieram depois. Meu querido Jim Morrison, vocalista da banda The Doors, em um um de seus fabulosos e loucos shows, resolveu mostrar o seu bilauzinho para quem quisesse ver. Ele encarnava o 'Xamã', e não tinha vergonha de mostrar seu 'corpitcho'. Depois disso, volta e meia os pessoas resolviam não só mostrar seu "amiguinho", como tirar a roupa por inteiro; apoiados também pelo movimento hippie. Jim era Classe A, não fazia média com ninguém, e cagava e andava para a sociedade conservadora. Apoiado.

Emo E Meio Ao Som De: Polo - Fresno
"(...) Cantando, e mais do que isso gritando/ E às vezes até confessando que eu não sei amar;/ Sabendo, que eu não estaria sofrendo/ E ainda por cima escrevendo, ao invés de falar (...)"

*** Lar é onde o meu coração está! ***

segunda-feira, agosto 06, 2007

Óculos Em Forma De Coração

"Todo mundo quer amor,
Ttodo mundo quer amor de verdade,
Uma pessoa boa quer amor,
Uma pessoa má quer amor,
Quer amor de verdade (...)" Titãs

Mesmo que um pouco atrasada, já que o dia dos namorados já passou e tanto o disco quanto o single nele inserido já não são mais lançamentos; eu quero recomendar um vídeo. E também uma canção. Mas principalmente o vídeo.

Estou sempre acreditando no amor, e na sua forma de representação. Assim sendo, nem toda forma de arte e representação é convencional, e ás vezes, pode chocar. Marilyn Manson adormeceu mas não morreu, e mostra isso no vídeo "Heart-Shaped Glasses". Antes com seu coração partido, agora amando novamente, ele demonstra de forma incomum sua mais nova companheira de loucuras e sua maneira de amar.



PS: Tirem as crianças da sala. Meu blog não tem censura, então, a versão do clipe está na íntegra, sem cortes. É classe.

Querendo um óculos em forma de coração ao som de: Todo Mundo Quer Amor - Titãs
"Ele quer, ela quer/ Ele quer, ela quer/ Ele quer, ela quer, ele quer, ela quer, ele quer (...)"

*** Lar é onde o meu coração está! ***

sábado, julho 28, 2007

Dia do Amigo

"Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração... " O Pequeno Príncipe

Semana passada, dia 20, foi dia do amigo. Não querendo ser chata, todo mundo sabe que para amigos de verdade não há dia. Qualquer dia e qualquer hora (qualquer hora mesmo) é momento pra celebrar ter encontrado aquela família que podemos escolher; ou aquela pessoa que é você mesmo, só que no corpo de outra pessoa, ou aquele que é tão diferente de você e tanto irrita que se torna essencial.

Minha mãe me perguntou sobre o significado da amizade hoje. Eu tentei dizer a ela que nada mudou, amizade é a mesma em qualquer época. Mas não poderia ser hipócrita. Se o ser humano muda constantemente, a amizade também, e a maneira de vivê-la acompanha a mudança. Cada um leva o amigo do seu jeito, cada relacionamento é diferente, mas o que não dá pra excluir é que amigo de verdade está junto em todos os momentos, em corpo presente ou não; e mostra sua fidelidade e dedicação até mesmo quando você cai e ele ri.

Alma-gêmea, irmão camarada...



Você é meu amigo de fé, meu irmão, camaradaaaa..." e isso é tão brega, e ele acharia tão clichê, que é por isso que eu escrevo. Nós temos tanto em comum, e ao mesmo tempo, somos tão diferentes. Ele não bebe, não fuma. Eu bebo, e viro à noite em claro. Ele é teimoso, mas não gosta de discussões. Eu só persisto quando tenho certeza, mas uso argumentos e até pago pra entrar numa discussão. Ele é a própria matemática, eu adoro português. Ele é a razão, eu a emoção. De tão opostos, viveríamos em planetas anos luz de distância, se assim fosse possível. Mas como Deus é muito bom, nos colocou no mesmo mundo, para evoluirmos juntos e chocarmos os mais comuns. Não ligamos para o antiquado, mas por incrível que pareça, ele é tradicional. Não gosta de mulher chata, gosta de quem sabe dialogar e é ponta firme, pra casar o garoto. Ama a matemática, e provavelmente, a mesma já não consegue mais viver sem ele. Aos 29, já é doutor na arte que tanto aprecia: já não conseguimos separá-los, onde um termina e o outro começa? Se o conhecer, experimente um dia dizer o quão desnecessário é o estudo dos números na vida. Na menor das escalas, verá os olhos do indivíduo avermelharem e uma frase categórica virá em seguida: então você não está vivo, porque a matemática está em você antes mesmo de você nascer (ou coisa do tipo). Entre corridas de cavalinho no meio da rua, montinhos e palmas altas dentro da igreja, este malandrinho prodígio, de nome Márcio, ultrapassou os limites, e se tornou minha alma gêmea no quesito ombro pra chorar, ou melhor, pra rir. Isso está longe de ser um testemunho, mas pode ser um atestado: a partir de sempre digo, Amo Mesmo, e grito pra quem não conseguir quiser ouvir.

Em tempo...

Uma das coisas que mais amo no ser passa-mal citado acima é a sua linguística e carinho ao se referir ou traçar um diálogo, pessoal ou verbalmente. Os scraps de orkut, conversas durante as aulas da academia, bate-papo na band ou históricos de msn podem e deveriam ser registrados, e abertos num futuro distante, para um estudo mais aprofundado. Breve, um diálogo exclusivo. Aguardem.

Matematicando ao som de: Aluba - Crustee Crew
Olha o Máááááá!!!

*** Lar é onde o meu coração está! ***

domingo, julho 22, 2007

Pan Pan Pannnnn

"Pan Pan, Pan Pan, Pan Pan... Pan Pan Pan, Pan Pan, Pan Pan Pan... Pan Pan Pan Pannnnnnnnn..." Trilha de uma propaganda televisiva

"Se eu me esforço demais vou ficar cansado
Já dá pra enganar eu ficando suado
Se reclamarem eu boto a culpa no patrocinador (...)" Ultraje A Rigor

O Pan Americano está sendo sediado pelo Brasil, mais especificamente, pelo Rio de Janeiro. Alguns noticiários referem-se ao Pan como a atual respiração nacional: o Brasil respira o Pan. O Brasil eu não sei, mas a minha família está um pouco dividida. Uma narina respira o Pan, a outra respira (uma respiração um pouco congestionada, inclusive) a crise aérea. O ato de inspirar e expirar (ou vice-versa) fica um pouco confusa devido às circunstâncias.

Pan Pan Pannn e novos-antigos esportes...

Acho que há um certo preconceito na escolha dos esportes para o Pan. Algumas modalidades importantíssimas são excluídas, e a falta dessas está sendo muito sentida. Categorias clássicas como a corrida do saco, carrinho de mão, giro com a cabeça no bastão, pique bandeira (não seria muito legal, já que apóia a destruição à natureza), esconde-esconde (imagina o Brasil jogando esconde-esconde com a Argentina? 'Irmanito, pique 1,2,3'), queima (esse seria pra jogar com Cuba), beti; entre outros esporte já um pouco esquecidos pela família brasileira. Era um dever do Brasil trazer à tona o retorno dessas categorias esportivas tão especiais.

Entretando...

Prefiro não citar outras modalidades ainda mais polêmicas, como Truco, Poker, StripPoker, Damas, Xadrez, Pedra-Papél-Tesoura, Par/Impar, Joquepô, Cobra Cega. Lamentável.

Crise aérea...


É com muita tristeza que deixo todo o meu apoio para as famílias das vítimas do acidente com o avião da Tam; e também toda a energia e vibração positiva para as pessoas que morreram nessa tragédia. Descansem em paz. Porém, isso não apaga e nem diminui a crise que os aeroportos brasileiros enfrentam, com atrasos, falta de informação e muita falta de respeito.

De volta ao Pan...

Acho super desagradável quando passa o quadro de medalhas do Pan, e o apresentador fica todo feliz falando de quantas medalhas o Brasil tem. Entretando, ele se esquece que todos nós também estamos vendo quantas medalhas tem o EUA e Cuba: uma humilhação. O EUA já tem mais de 130 medalhas. É difícil... não sabe brincar não brinca né?!

Enquanto isso...

Dois fanfarrões, meus amigos, tocaram o terror no Rio de Janeiro, alheios ao Pan. Afinal, quem precisa de Pan quando é possível competir na modalidade "Não deixemos Cazuza descansar em paz". Os dois parceiros do Bozo foram visitar o túmulo do cara 'Ideologia', e um deles, de forma iminente e óbvia para quem o conhece, gritou um 'Cazuzaaa' na saída. Porra Frejat, eu só posso lamentar esses malditos jovens do reggae... Fudêncio explica.

Recebendo medalhas ouvindo: Terceiro - Ultraje A Rigor

PS: Inclusive, eu acho que esse deveria ser o tema do Pan. Por isso, vai a letra completa, na forma de homenagem singela.


Terceiro - Ultraje A Rigor
Todo equipado, preparado na linha de partida
Daqui a pouco vai ser dada a saída
Todo mundo nervoso e eu não tó nem aí (O importante é competir!)
Então tá, vamo lá, nem vou me preocupar
Já tá tudo armado pra eu me conformar
Eu vou tentar só pra não falar que eu nem sou atleta
Ia ser legal chegar junto na frente
Mas iam falar que quero ser diferente
Tá bom demais, pelo menos eu não saio da reta
Por isso eu sempre sou
Terceiro! Ôba-Ôba!
Terceiro! Ôba-Ôba!
Terceiro! Ôba-Ôba!
Terceiro! Ôba-Ôba!
Terceiro! Pra mim tá louco de bom!
Marcando passo vou seguindo sem ser muito ligeiro
Com cuidado pra não ser o primeiro
É bonito, eu imito mas o pódium não é pra mim (Eu não sou a fim!)
Se eu me esforço demais vou ficar cansado
Já dá pra enganar eu ficando suado
Se reclamarem eu boto a culpa no patrocinador
Não botaram fé porque não ia dar pé
Não ia dar pé porque não botaram fé
De qualquer forma eu pego um bronze porque eu gosto da cor
Por isso eu sempre sou
Terceiro! Ôba-Ôba!
Terceiro! Ôba-Ôba!
Terceiro! Ôba-Ôba!T
erceiro! Ôba-Ôba!
Terceiro!Pra mim tá louco de bom!



E já passou o primeiro jogo do voley masculino, que é o que mais importa pra mim neste Pan. Claro, empatado com a natação masculina. E eu já estou preparada pra pedir o André Nascimento em casamento, logo depois que ele se divorciar. Sonho de consumo.

*** Lar é onde o meu coração está! ***

segunda-feira, julho 16, 2007

Além da Imaginação

"A vida até parece uma festa
Em certas horas isso é o que nos resta
Não se esquece o preço que ela cobra
Em certas horas, isso é o que nos sobra (...)" Titãs

Sim, pra mim não há epígrafe melhor para definir o que é vida e o que é diversão. Saudades do Titãs de ver um show do Titãs. E a Expô acabou, mas pelo menos eu sei que me diverti muito. A Lost Brasileira ainda me rende bons momentos, de uma forma ou de outra.

Arrastão da Bahia...

E a Ivete Sangalo veio até a Lost Brasileira mais uma vez, porque ela deve ter gostado da comoção que promove. Um escândalo. Daquele jeito que todo mundo imagina: congestionamento, fila, eu e uma garrafinha de vinho barato... ok, mas o que isso tem a ver com o show da Ivete? Se "pá" nada, mas eu só queria contar.

Alice in Chains...
Pego para mim uma frase do reverenciado Cazuza: "Álcool é imaginação". Pois bem, eu sou fruto de uma imaginação criativa. E as loucuras me acompanham. O show da tal baiana não seria tão interessante se durante aquela musiquinha no mínimo subjetiva, ninguém levasse ao pé da letra: " (...) eu quero beijar a sua boca louca (...)". E daí vem o meu quase casulo, e me acusa de ir longe demais. Mas onde é o longe demais? Umas marquinhas no pescoço não hão de matar de ninguém. Para alguns, faz o contrário, transforma em imortal. E de mais a mais, não é da conta de ninguém o que fazemos. Quer dizer, irmãos mais velhos não contam. Sem arrependimentos, me diverti muito na feira e sigo cantando... " (...) a vida é bela, o paraíso um comprimido, qualquer balaco ilegal ou proibico (...)"... lá lá lá lá...
Por Alice (alter-ego além da imaginação)...

Da minha parte...

Sem comentários. Rasgação de sacola desncessária!

É difícil...

O segundo fim de semana de Expô ficou guardado para o rock. Posso até ofender alguém dizendo isso, porque muitos não consideram as bandas convidadas como bandas de rock. Mas elas são. Ok, um pouco mais pops, mas são. Capital Inicial no sábado, e Jota Quest no domingo. Público decepcionante no show do Capital. Mais decepcionanante foram minhas lágrimas em várias músicas. Não, não é por gostar muito da banda, era por algumas músicas mesmo. E o significado delas... anyway. O Dinho não decepcionou lá no backstage. Pelo menos não a mim, porque não estava esperando nada, senão um gole da taça de vinho que ele estava portando. Mas ele saiu pela tangente... não foi desta fez. O público do Jota Quest (ou seria do último dia de feira) parecia mais animado. Mas isso não impediu que eu lacrimejasse em uma música. Fazer o quê, estou à flor da pele. E aquele Marco Túlio, pena que desta vez eu vi de longe... nos vemos na próxima.

Diversão garantida...

O Flavinho (meu irmão) consegue ser mais louco que eu, e foi naquela montanha russa sozinho. Eu bem quis acompanhá-lo, mas já conhecia o clima, e não quis novamente. Pra finalizar, encaramos o bom e velho Samba (que nem tem mais esse nome), aquele brinquedo que parece um pandeiro e fica saculejando que é uma beleza. Nossas risadas quase nos fizeram sair rolando, mas fomos mais fortes. O brinquedo nos recebeu duas vezes, porque na segunda vez fomos acompanhar alguns amigos, e dar risadas de novo às custas dos outros. Mas eu não ri muito no outro dia, quando vi a marca magnífica que ficou no meu braço, devido ao bracelete usado (que deveria ter sido retirado) enquanto eu era sacudida. Fanfarronice não recomendada, pelo menos, não com o uso de braceletes. Talvez sem os braços.

Fogos de Artíficio...

Como todo ano, a Expô acabou com vários fogos de artíficio. Os cachorros que residem em minha casa devem ter mais lembranças do que eu desse momento bonito. Eles se transformam em concha, e tremem mais que vara verde quando é dada a largada. Tadinhos. Eu achei bonito.

Ficar sóbrio não é solução...

"Diversão é solução sim, diversão é solução pra mim". E o brinde vai a todos os fabricantes de bebidas baratas vendidas na Expô. Um brinde também a todos os corajosos, capazes de colocarem seus fígados à prova, ao tomarem bebidas de origem, combinação e fórmula um tanto quanto desconhecida. 'Nem só de pão vive o homem'; e nem só de Fazz vive a Expô. Damos graças.

Finalizo Ouvindo: Diversão - Titãs

*** Lar é onde o meu coração está! ***

sexta-feira, julho 13, 2007

Dia do Rock e Expô

"I'll know, it's only rock'n'roll, but I like it" Rolling Stones

Ok, epígrafe clichê, mas o que tem demais? Um pouco de clichê de vez em quando é bom. Eu gosto. É dia do rock em qualquer lugar do mundo hoje. Mesmo nos lugares onde as pessoas não sabem que é dia do rock. Mesmo nos lugares onde as pessoas podem não saber o que é rock. E mesmo nos lugares onde as pessoas parecem ignorar o rock. Sim, é dia do rock também em Araçatuba, a Lost brasileira. Mas a Expô não espera o dia do rock acabar. E também não "joga junto" com o dia do rock, não há um acordo. Tem show da Ivete Sangalo na Expô, no dia do rock. Mas talvez, a atitude de trazer uma cantora de axé (tá, ela não se prende mais a um só estilo), na terra do boi gordo (e sertanejo), no dia do rock possa até ser uma idéia bem rock'n'roll. Anyway, é difícil, e eu pararei um pouco de escrever rock.

E continua a Expô...

Pelo menos para alguns. Quer dizer, para todos. Porque mesmo quem não foi, não vai, ou não está indo na expô, fala sobre a feira, comenta ou faz perguntas. Então, a Expô continua pra todo mundo. Eu tentei me dar um descanso de Expô, mesmo a Alice não querendo. Por isso, não tenho comentários a cerca de 3 dias de feira. Sorry. Mas posso falar de outros.

Inimigos dos bons modos...

Quinta-feira (ontem) foi dia de pagodinho na Expô. Não Zeca Pagodinho. Aqueles pagodinhos que não sabem se são românticos, se são safados, se são alguma coisa. Nesta ocasião, tratava-se de Inimigos da HP. Eles só são. Bonitinhos, por exemplo, alguns. São. São algo. Na minha opinião, eles também são outra coisa. Inimigos dos bons costumes e a educação que a mãe dá desde o berço. Garotinhos fanfarrões. Mandam todo mundo beijar, falam que vão encontrar as garotas no hotél, e até pagam baleia branca. Uns brincalhões, comedores de palhacitos. Eu achei um absurdo, não estou acostumada com tamanha fanfarronice.

Em compensação...

A Alice adorou tudo. Do jeito ela não pode opinar muito, tanto fez como faz. Mas após o show ela se divertiu, conheceu pessoas, dançou horrores na boate. Falando em conhecer pessoas, Alice conheceu um vampiro nesta noite. O mais interessante é que quem conheceu o vampiro foi ela, mas quem ficou com a prova do crime fui eu. Só posso falar uma coisa: é difícil.

Voltando ao assunto...

Hoje é dia do rock, e é só disso que eu gostaria de falar (escrever). A MTV nos presenteia com lindos especiais, bons shows, clipes e blá blá blá. Dou 1001 palmas para os especiais Discoteca, com o disco Dois - Legião Urbana, Cabeça Dinossauro - Titãs e Da Lama Ao Caos - Chico Science e Nação Zumbi. Perfeitos, vale a pena assistir. Lerda que sou, estava me pergutando por que entre tantos shows de rock, a MTV escolheria Slipknot, Korn e Marilyn Manson para rechear a programação. Entendi o Strokes, o Jet, e até o Fall Out Boy (que é uma das bandas moda da garotadinha). Daí lembrei-me: sexta-feira 13. Derrr...

Listas...

Uma lista interessante para se fazer no dia do rock seria as de músicas essenciais para se ouvir no dia do rock (inclusive, na sexta-feira 13 do rock). Em se tratando, este ano, de uma data sinistra para a maioria, seria perfeita a escolha de artistas do nível. Então eu não escolho músicas, mas ficaria com 5 nomes básicos: Slipknot, Marilyn Manson, White Zombie, Iron Maiden, Sepultura. Ou então vai lá, liga o rádio e ouça o que quiser. Com bastante atitude. Mas que seja rock, de preferência. Whatever...

Próximo post...

O próximo vem pra fechar a Expô, com um recapitula e um parágrafo da Alice. Ela merece.

É classe...

Marilyn Manson, durante uma entrevista sobre o significado do nome do seu novo disco, "Drink Me Eat Me", explana: "(...) e esta é a melhor maneira de me mostrar, este novo disco mostra tudo de mim; se pudesse escolher uma forma de morrer seria assim, comido por alguém que amo, da forma mais romântica e canibalesca(...)". Tudo. No espírito rock'n'roll, finalizo assim!

Quebrando Tudo Com: O Bom e Velho Rock and Roll - IRA!

*** Lar é onde o meu coração está! ***

segunda-feira, julho 09, 2007

Onde Você Está e Beija Sapo Rural

E mais um dia de Expô se foi. Dessa vez, o show era César Menotti e Fabiano, mas bem poderia ser qualquer dupla que você conhece, e que presencia nos bailes da sua cidade. Digo isso porque não conheço muitas músicas dos caras (na verdade, só uma); as outras músicas tocadas são todas dos outros. Parece um show cover. Emerson Nogueira rural. É Ratto usando chapéu de vaqueiro. Anyway... parecia mais uma das várias baladas que já presenciei, só que em tamanho maior.

O trânsito estava caótico para chegar ao recinto. Bom pra uns, péssimo pra outros. O trânsito também estava caótico dentro do recinto. Bom pra uns, desagradável pra outros. E não adianta reclamar que passaram a mão na sua bunda. É melhor se juntar à massa, e passar a mão na bunda dos outros também.

Onde Você Está?

Essa foi a frase que eu mais ouvi até agora na Expô. Você ouve essa frase em todos os sentidos, e em todos os tempos verbais:

  • Onde você está? (pelo celular, após a tentativa em vão de marcar um encontro);
  • Onde você está? (ainda pelo celular, mas agora, alguém está bravo, porque você e a pessoa procurada já estavam parados, mas um dos dois resolveu "ir ao banheiro");
  • Onde você está? (onde você está com a cabeça, enquanto está com o seu namorado e ele vira o pescoço pra olhar um mulherão que passa);
  • Onde você estava? (quando o tal fulano volta do tal banheiro);
  • Onde você esteve? (idem ou pior, se a demora foi demasiadamente longa);
  • Onde você vai? (blá blá blá).

A conclusão que chego é que certas regras deveriam ser ignoradas durante a Expô. Você pode ter certeza que o seu namorado(a) vai olhar para outra pessoa durante a festa, e você também vai olhar. Ninguém é cego afinal. E sem drama, isso não quer dizer que ele não te ame mais, oras. Quanto a ida ao banheiro, se isso for utilizado de má fé, é porque o relacionamento já não estava valendo nada mesmo.

As aventuras das "outras pessoas" continuam

As pessoas reclamam que na Expô tudo é caro, principalmente bebida. Sinto muito, mas todos estão enganados. Sai caro para os mais fraquinhos, ou mais tradicionais, que só apreciam cerveja. Para as "outras pessoas" de sangue quente, as opções são variadas: vai da boa e velha canelinha, até aquelas pingas nos saquinhos, tipo melzinhos. Pinga com menta, pinga com sei lá mais o que. Até vinho no saquinho. Preços variados, de fácil acesso ao povo proletariado. De R$0,50 à R$1,00.

Guaraná Kwat e Beija Sapo Rural

E falando em outras pessoas, lembrei-me muito daquela propaganda do guaraná Kwat, de vários beijos. As "outras pessoas" adoram beijar. A Alice chegou na sexta-feira, "de mala e cuia", dizendo-me que só iria embora no fim da Expô. Eu disse a ela, que tudo dependeria da maneira como ela se comportasse: temos que dar limites à essas tais "outras pessoas". Senão elas invadem territórios, perdem a noção.
Ela se comportou até sábado, mas no Domingo, me passou uma rasteira. Na falta de oportunidade para participar do Beija Sapo do programa MTV, resolveu fazer um Beija Sapo alternativo, rural, na Expô. Não, ela não beijou um cavalo ou qualquer outro animal. Quer dizer, metaforicamente falando sim, ela beijou um sapo. Ela até que tem bom gosto, pelo menos isso. O tal sapo a pediu em casamento, e ela, simpaticamente respondeu: Só se for agora. Com ela, a diversão é garantida, dizem.

Camarote Fazz

A cerveja pode não ser das melhores, mas o camarote está aprovado. Muita "catigoria".

Beijando ao som de: Caso Marcado - César Menotti e Fabiano
É ué... com direito a chapéu... putz!

PS: Alice, a propósito, é a minha "outra pessoa", que muito provavelmente pode invadir esse blog antes do final da expô, para uma postada especial.

*** Lar é onde o meu coração está!!! ***

sábado, julho 07, 2007

Transformers - O Filme


"Em 2007, nosso mundo será transformado...". É assim que Transformers, o desde já cogitado como campeão de bilheteria do ano, é anunciado em seus trailers. Se você nasceu na década de 80, ou tem alguém ( garotos, no geral) muito próximo que teve sua infância nos anos 80, com certeza conhece a história de Transformers.
Antigamente, nas lojas de brinquedos eram encontrados carros, motos, helicópteros e muitos outros veículos, que se transformavam em robôs moderníssimos na luta contra o crime. Os brinquedos foram criados pela Hasbro, e devido ao grande sucesso, rapidamente se "transformaram" (desculpem o trocadilho pobre) em revista em quadrinhos e desenho animado.
Após 20 anos, o conceito vem ao cinema com a trama que mostra os Autobots e Decepticons, duas raças mecânicas que se transformam em veículos, trazendo uma guerra sem fim para a Terra. O grupo liderado por Optimus Prime segue acreditando na paz e tolerância entre todos. Entretando, o grupo liderado por Megatron quer exatamente o contrário, gerando o caos total, na busca pelo extermínio de todo ser humano. Com isso, a população entra num fogo cruzado, e o governo e exército americanos em estado de alerta.
O filme já foi lançado nos EUA, no dia 4 de julho, e tem previsão de lançamento para nós brasileiros a partir do dia 20 do mesmo mês. A transformação já foi iniciada, basta agora que você tire o seu robô Transformer do guarda-roupa, ou peça para o seu irmão mais velho pegar pra você. Mas cuidado: o tal robôzinho pode voltar-se contra você.

Transformers - O Filme
(Transformers: The Movie, 2007)

Elenco: Josh Duhamel, Megan Fox, Tyrese Gibson, Shia LaBeouf, Bernie Mac, Hugo Weaving, Peter Cullen, Rachael Taylor, John Turturro, Travis Van Winkle
Gênero: Aventura - Ação
Duração: 144 min
Origem: EUA
Estréia - EUA: 04 de Julho de 2007
Estréia - Brasil: 20 de Julho de 2007
Estúdio: DreamWorks - Paramount Pictures
Direção: Michael Bay
Roteiro: Roberto Orci, Alex Kurtzman
Produção: Don Murphy, Tom DeSanto, Lorenzo di Bonaventura, Roberto Orci, Ian Bryce
Produção Executiva: Steven Spielberg



*** Lar é onde o meu coração está! ***

Polêmicas Que Vêm A Cavalgadas

"Standing outside the fire
Standing outside the fire
Life is not tried, it is merely survived
If you're standing outside the fire" Garth Brooks

Toca Toca Sanfoneiro

E já passou o primeiro dia da Expô 2007, na Lost Brasileira. O show do Bruno e Marrone trouxe aquilo que já conhecemos: muitas mulheres, muitos casais, muitas garotas chorando. O mais interessante, é que mesmo sendo a 48ª edição, algumas coisas nunca mudam. Um exemplo? Os modelitos, próprios ou não para o tal evento. Existem pessoas que muito provavelmente guardam uma roupa especial, por muito tempo, para usar só para "eventos oportunos". Saem de casa prontas para causar, mesmo com a mãe perguntando, mostrando toda sua preocupação materna: "Mas filha, você vai sair assim?"
Se aquelas bibas especialistas em moda, que participam dos programa de fofoca diários, dessem uma conferida no visual da Expô da Lost Brasileira, eles se surpreenderiam. Tenho certeza de que os Fashion Weeks da vida jamais seriam os mesmos. Estilistas, aterrisem aqui.

Outra coisa que não muda são as discussões desnecessárias e as críticas disfarçadas de "comentários especializados". Todo mundo que vai na Expô é especialista em eventos, em gado, em rodeio. Todo mundo sabe como realizar uma festa grande, de porte. É tão simples. Todo mundo é especialista em assessoria de imprensa, e também é especialista em cobertura de eventos. Não esquecendo também da especialidade em dar entrevistas e até mesmo em "ser" o show principal. Pra que um artista no palco? Todo mundo sabe cantar, se apresentar. Os "comentários" mais comuns:
  • Cadê o movimento e o trânsito parado? (se houver movimento demais e trânsito parado, as mesmas pessoas dizem nunca mais voltarem à festa, para não passarem por isso novamente);
  • Nada muda, stands e barracas estão sempre no mesmo lugar. (se houver alguma modificação do tipo, a feira será acusada de desorganização);
  • Péssima escolha de artistas para shows. (essa é constante, nunca há comum acordo);
  • O show está completamente atrasado. (com exceção do absurdo do ano em que os shows começavam depois da 1h da madrugada, esse comentário sempre ocorreu; se o show começar cedo, é cedo demais, se mais tarde, é tarde demais).

Longe de mim ser advogada do evento, até porque, não tenho nenhuma vocação para tal carreira. Mas só não acho interessante ouvir sempre as mesmas críticas, das mesmas pessoas que nunca fizeram nada para que tal situação se modificasse. Nunca mandaram nenhum sugestão, nunca entraram em contato com a direção da empresa, sequer tentam saber o por que de certas circunstâncias. Tampouco refletem quando tentam dar respostas às suas dúvidas, que nada verdade não são dúvidas, apenas críticas mesmo. Enfim, escrachando de vez, acho que isso reflete a situação do país: todo mundo só reclama e não faz nada.

Canelinha e Vinho Barato

Uma constante nas feiras ao redor do interior brasileiro, inclusive aqui na nossa pequena Lost, é a presença das "outras pessoas". É, aqueles muitas vezes amados e outras vezes (ou por outras pessoas) odiados, os homônimos. As "outras pessoas" apresentam-se quando, acordados por alguma subustância lícita ou não, o corpo humano mostra personalidade e atitudes incomuns, muitas vezes, escondida. Longe de mim justificar descontrolados, que culpam o álcool, entre outras substâncias, por atos violentos que prejudicam a si e aos outros. Não estou falando de demonstração de caráter aqui. Quem bate em gente na esquina, empregada doméstica ou não, merece é apanhar da mesma maneira, e não ter o caso estudado. Prendo-me à parte positiva, quando aquele ser divertido dentro de você resolve provar que existe.

Alguns só precisam de uma cervejinha para saírem do território neutro. Outros precisam de algo mais forte. A canelinha é para os que tem atitude (ou não), liberando o lado mais quente, ás vezes sedutor. Pode até ser um pouco brega. Os tímidos arriscam cantados, pegadas na mão. Claro, tudo para desconhecidos. Que na visão das "outras pessoas", são todos conhecidos: as "outras pessoas" são sempre amigáveis, simpáticos, incompreendidos mas conhecem todo mundo. O vinho barato, geralmente, é degustado pelas "outras pessoas" do sexo feminino. A situação é um pouco diferente: muitas choram, outras beijam para fazer ciúme, outras caem... ou seja, sinônimo de humilhação. Nem sempre as outroas pessoas saem felizes. Na verdade, elas até saem felizes; a felicidade só passa no outro dia, quando tudo vem à memória em flashes.

Cenas dos próximos capítulos:

O sábado reserva maiores surpresas. Dia de encontrar tiozões e tiazonas, para a dobradinha Teodoro e Sampaio/Milionário e Zé Rico. Conta também com a presença de garotinhos metidos a besta, que juram serem rurais, ouvindo moda de viola desde o berço. Os peões e as cantadas são ainda mais garantidos.

Cavalgadas ao som de: Standing Outside of Fire - Garth Brooks

Hoje, enquanto tomava tereré, assisti a carreata de cavalos, com música mental de Garth Brooks. Porque eu tenho "catigoria".

PS: Acho bom liberarem logo o money para os funcionários da InfraAir, oportunistas, querendo foder com a vida dos outros, que vão ao Pan e que não vão. Binho, qualquer coisa você já sabe: o surfista prateado faz um 21.

*** Lar é onde o meu coração está! ***

sexta-feira, julho 06, 2007

Começa A Semana Agropecuária

"Que festa louca, que festa linda, nuvens de areia no ar. Muita cerveja e mulher bonita, faz a cabeça girar (...)" Edson e Hudson

Começa hoje, na Lost Brasileira (Araçatuba), a Expô 2007, edição 48°. Essa deve ser a única ocasião em que Araçatuba aparece no mapa, porque pra mim, aqui deveria ser a ilha dos sobreviventes do tal seriado famoso. Entretando, durante a Expô, Ata fica toda cheia e aparece em vários noticiários, programas especializados e comerciais de divulgação.

A epígrafe acima não poderia ser mais sugestiva: nuvens de areia no ar, referindo-se à poeira insuportável que sobe ( sobe menos agora que quase todo o recinto está asfaltado) durante a festa. Infelizmente, na arena de rodeio, é impossível a implementação do chão asfaltado. Imagino que minha opinião não seria solitária, já que muitos apreciam a idéia de ver aqueles peões malvados, que maltratam os pobres boizinhos e tourinhos bandidos, caírem e serem arrastados pela arena de piche. Veriam assim o que é bom. Nada pessoal, acreditem.

Ainda me referindo à epígrafe, na festa haverá muita cerveja e mulher bonita. Até parece que só homens vão à festa, as mulheres não precisam saber de caras interessantes. Inclusive, ninguém precisa tomar uma cerveja descente, já que haverá mais uma vez o monopólio da tal cerveja quadrada. Com certeza a dupla que abre a festa, Bruno e Marrone, cantarão a música tema da cerva: "Fazz, fazz, mal... te quero, mals, mals, mals... porque ninguém mais fazz assim com dor".

De qualquer maneira, eu me encontro animada. Espero também ser laçada e ouvir aquelas ótimas cantadas "Abre a porteira coração" e "E mundão, não caba não". Canelinhas à vontade e toca toca sanfoneiro...

Whatever: Hoje assopram velinhas Dalai Lama ( uma alegria) e George Bush ( desnecessário) . Incrível a dissonância de situações...

Sanfonas tocando: Enverga Mas Não Quebra - Edson e Hudson

Finalizo o post torcendo para o aeroporto de "Cumplica" não atrapalhar a vinda do mais que lindo, meu irmão-padrinho Binho, de volta para a Lost interiorana. Sintomas de saudades sempre anjinho, e você já sabe: se precisar, mando o Surfista Prateado buscá-lo.

***Lar é onde o meu coração está! ***

quinta-feira, julho 05, 2007

Cultura Popular

"(...) No meio de vocês ele é o mais esperto, ginga e fala gíria, gíria não, dialeto (...)" Racionais

E durmo com mais uma das frases excepcionais, dita por alguém excepcional. Ele prefere não se promover, não quer ficar famoso. Provavelmente suas frases prontas, ditados e apelidos, pegariam em todo o país, e dai não teria mais como voltar atrás. Seria muita popularidade, muita fama, e ele já quase tem família pra cuidar. É preciso uma vasta inteligência dentro da cachola, pura cultura popular. Após o fantástico "cheiro de cu por dentro", sou obrigada a fechar a noite com a formidável "caguei estranho, uma bosta preta".
Como disse anteriormente, pura cultura popular. Pra poucos, só pra raros mesmo...

Boa noite...

E o nível cultural pede o som: Me Leva - Latino
Em se falando de merda, Me Leva, versão Meleca, aquela que tocava na antiga Transamérica. Porque estamos falando de merda né...

PS: E nem adianta constestar o ato de colocar epígrafe de Racionais e som de Latino. Sou eu escrevendo ué, aparece de tudo mesmo.

***Lar é onde o meu coração está! ***

Dançaria Comigo Um Ritmo Quente?

"(...)Just remember, you're the one thing
I can't get enough of
So I'll tell you something
This could be love... because
I've had the time of my life
No, I've never felt this way before,
Yes, I swear it's the truth and I owe it all to you (...)" ((I've Had) The Time Of My Life - Tema do Filme Dirty Dancing)
...



O filme Dirty Dancing - Ritmo Quente assopra velinhas em 2007, completando 20 anos. O filme que já atingira a maior idade antes, ficou mocinho de vez; mas nunca velho, antiquado. O tema, as danças, o romance, podem ser incorporados na atualidade, depende apenas do ponto de vista.
...
Frances Houseman, vulgo Baby, tinha apenas 17 anos quando viu sua vida mudar totalmente. Ao viajar em férias com a família, para hospedar-se numa espécie de pousada, ela percebe que a vida era mais do que pensar em faculdade ou ser a "filhinha do papai". Ela conhece Johnny Castle, num dia atípico, num local atípico, quando acaba no alojamento dos funcionários. Lá, ela sente pela primeira vez o que é a música, o que é dançar e o que é ser você mesmo, diferentemente da burguesia já conhecida. Daí, desenrola-se todo um romance e também problemas sociais e preconceitos.
...
Claro que, ao analisarmos atualmente, seria de extensa dificuldade a busca por uma garota inocente como Baby (lembrando que a história do filme é passada em 1963). E identicamente seria a dificuldade de encontrar um homem com algo pelo menos parecido com Johnny Castle. Mas o conceito ainda existe: garota que acha que já viu de tudo, que nunca se apaixonou, conhece homem que sabe praticamente tudo, além de dançar e ter "a pegada". O pai não gosta dele, mas a filha gosta. E por ai vai.
...

O filme seria hoje, se não fossem os Embalos De Sábado À Noite, os Greease e os Footloose da vida, o melhor filme de dança já feito. Primeiro porque o enredo do filme é simples, ingênuo, fácil de ser absorvido e fácil de se tornar viciante. Depois porque a atriz Jennifer Grey realmente não sabia dançar, e só por isso, o filme já vale muitas olhadas (e risadas). A trilha sonora é perfeita. E Patrick Swayze consegue estar 1001 vezes mais gostoso e apaixonante do que em todos os seus filmes (incluindo Ghost).
...

Quando assisti esse filme pela primeira vez, tinha em torno de 5 anos, e não, muitas coisas não foram compreendidas. Claro, mesmo que eu fosse uma menina prodígio, seria pedir demais entender o conceito de aborto, garoto que larga namorada grávida, homem mais velho enamorado de garota mais nova e etc. Mas a idéia inicial, o romantismo e as danças foram facilmente absorvidas, inclusive, o ideal de "homem-errado-perfeito".
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Há em mim a absoluta certeza de que este filme tem extrema culpa no meu estereótipo de homem ideal. O tal rebelde, incompreendido, bonito, com jaqueta de couro (claro, não necessáriamente, ele pode hoje vir com cabelos bagunçados ou dreads, estilo único e alternativo), que sabe dançar e sabe "pegar" como ninguém.
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A cena final do filme, assim como a música que a acompanha (I've Had The Time Of My Life), representa tudo de bonito que pode existir na vida. A idéia de não desistir dos sonhos, não desistir do amor, não desistir das suas próprias vontades. A idéia de que ainda é possível mudar o mundo, ou pelo menos tentar. E se mesmo assim, isso não for possível, é possível então dançar.
Em Dirty Dancing, a garota ingênua cresce, mas o rapaz adulto também cresce com ela, fazendo nascer uma outra idéia de filmes românticos: o conceito de mudança mútua, baseado apenas no amor. É um filme válido (mesmo eu sendo totalmente suspeita ao falar), para quem gosta de romance, para quem não gosta e pode ser surpreender e principalmente, para os que gostam de dança. E você, dança comigo?





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Soluçando de emoção ao som de: Cry To Me - Solomon Burke
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PS: A cena do fime em que a canção Cry To Me é tocada, é sem dúvida umas das cenas mais sensuais da história do cinema. Foi a primeira cena de pegação que eu vi, e essa, jamais foi esquecida. Dançada e perfeita.
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PS2: Porque eu sou uma romântica incurável, e não faço a menor questão de poupar palavras ou exageros para um filme que eu amo tanto.
...


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*** Lar é onde o meu coração está! ***

domingo, julho 01, 2007

Relatividade


Amor Subjetivo

"Tambor no meu peito faz o batuque do meu coração!" O Teatro Mágico

E, na noite estival,
arrepiadas,
as plantas tinham na negra fronde,
umas roucas gargantas bradando,
sob o luar opalino, de chofre:
"Sofre, Juca Mulato, é tua sina, sofre...
Fechar ao mal de amor nossa alma adormecida
é dormir sem sonhar,
é viver sem ter vida...
Ter, a um sonho de amor, o coração sujeito
é o mesmo que cravar uma faca no peito.
Esta vida é um punhal com dois gumes fatais:
não amar é sofrer;
amar é sofrer mais!"
(Juca Mulato, de Menotti Del Picchia)

Sonhando ao som de: Run - Snow Patrol

*** Lar é onde o meu coração está! ***

domingo, junho 24, 2007

Canções De Amor - A Lista: Parte I

"Existem provas de amor, e não existe o amor (...)" Titãs

A categoria deste post recebeu o nome de Inuticessárias (inutilidades necessárias), porque considero muitas das minhas divagações inúteis, mas vai saber se não são necessárias para alguém. Há tempos tenho uma lista mental de músicas de amor que devem ser respeitadas, e pra mim, deveriam até ser premiadas. Não é tão fácil quanto pensam fazer uma canção de amor de sucesso. A lista é longa, então, será dividida em inúmeras partes, até que eu canse, provavelmente.

Forever - Kiss
E quem pensa que Bruno e Marrone, Edson e Hudson são os reis das declarações de amor, está enganado. Muitos ganham disparado, inclusive os meninos pintados do Kiss. Só precisam confirmar se nesta época eles estavam mesmo mascarados ou não (?):
"(...)I see my future when I look in your eyes
It took your love to make my heart come alive
Cause I lived my life believing all love is blind
But everything about you is telling me this time it's
Forever, this time I know
And there's no doubt in my mind
Forever, until my life is through
Girl, I'll be loving you forever(...)"

Aonde Quer Que Eu Vá - Paralamas do Sucesso
Difícil escolher apenas uma música de amor do trio Hebert, Bi e Baroni. Mas escolho essa por ter se tornado uma declaração antecipada à esposa que viria a falecer, poucos anos após a composição e lançamento da canção:
"(...)Longe daqui
Longe de tudo
Os sonhos vão te buscar
Volta pra mim
Vem pro meu mundo
Eu sempre vou te esperar (...)"

How Am I Supposed To Live Without You - Michael Bolton
Essa sim, ganha de qualquer música sertaneja. E o troféu de música mais triste deveria ir pra ela, direto.
"(...) Tell me how am I suppose to live without you
Now that I've been lovin' you so long
How am I suppose to live without you
How am I suppose to carry on (...)"

...

Para o próximo post de listas: Bon Jovi, Extreme, Def Lepard e mais alguém.

*** Lar é onde o meu coração está! ***

Pensamentos Devem Permanecer Na Cabeça

"(...)Euforia, vertigens
Estados alterados da mente
Devaneios, delírios, desvarios
Estados alterados da mente (...)" Titãs

Quando Marta Suplicy disse a tal infeliz frase "relaxa e goza" com relação à situação dos aeroportos brasileiros, esta criou uma grande polêmica gerando discussões infinitas. Até o Pasquale escreveu um artigo na Folha de São Paulo, aproveitando o gancho da frase mal colocada. Eu pensei outra coisa, durante esse "bafafá" todo. Acabei de entender o porque pensamos antes de falar. Entendi porque existem pensamentos.
Veja bem... se fizéssemos como a Marta Suplicy (que definitivamente, não pensou na repercussão que sua frase teria) falaríamos tudo o que quiséssemos, sem pensar. Seria assim: a medida em que algo surgisse em nossa mente, esta já seria jogada pra fora através de nossa fala, escrita ou outra forma de comunicação. O mundo se transformaria num caos generalizado, onde todos falariam qualquer coisa, sem medir as consequências.
É por isso que às vezes eu digo algo, e ao me ouvir dizendo aquilo, me arrependo. É porque aquilo deveria ter ficado na minha cabeça. Foi só um pensamento, um cuco... Entretando, isto que eu estou escrevendo, poderia ser só um pensamento e talvez, devesse também ter ficado na minha cabeça. Mas divagações vão além dos simples pensamentos, por isso, podem ser escritas e faladas aos quatro ventos.

Divagando ao som de: Painkiller - Judas Priest

*** Lar é onde o meu coração está! ***

Considerando Justa Toda Forma De Amor

"Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos." O Pequeno Príncipe


O mês de junho está acabando, levando com ele todas as festas juninas, todas as simpatias e promessas piéguas e também todo aquele ar de romantismo, a áurea romântica comercial. Porque pra mim, o romantismo pode aparecer em qualquer fase do ano, no frio ou no calor. Mas é neste mês que tudo parece ficar mais a flor da pele, e pra quem está solteiro, os sentimentos mais negativos surgem juntos, mas isso é irrelevante neste momento.
...
Considero justa toda forma de amor, considero aceitável, considero magnífica, bonita. O amor é inspiração, é expiração, é fome, sede, é o ato de saciar ou se sentir saciado. O amor pela profissão, o amor de pai e mãe, o amor de infância, o amor adolescente, o amor jovial, e o amor na terceira idade. Minha mãe não concorda comigo. Pra ela, o amor quando fica doentio deixa de ser amor. Pra mim não. O amor doentio também é amor, amor demasiado, amor exagerado. Cazuza explica:
"(...)Eu nunca mais vou respirar
Se você não me notar
Eu posso até morrer de fome
Se você não me amar(...)"
Este ano, existe um casal que pode representar bem este mês. Não direi seus nomes de verdade, respeitarei a privacidade destes que são um exemplo (ou não) de um relacionamento quase mágico, difícil de imaginar e acreditar. Mas eles podem muito bem serem chamados de Eduardo e Mônica, e quem conhece a música, de cara já consegue entender a nuance da situação.
...
Se conheceram por uma incrível coincidência (Deus, cupido e os anjos discordam), quando o tal cara sentou ao lado da tal garota na sala de aula, na faculdade. Ele não prestou tanta atenção, homens são, geralmente, insensíveis a"momentos". Ela, já o tinha visto na escadaria, e por um instante, acreditou em amor à primeira vista. Iniciaram uma amizade, e pouco a pouco foram se conhecendo, se interligando. Foram a shows juntos e outros eventos, e não demorou muito para que o primeiro beijo acontecesse. Começaram a namorar, conheceram as famílias um do outro; ela apaixonada, ele, difícil de ser compreendido. Ela o ensinou a demonstrar as emoções, ele aprendeu que amor é fruto do cotidiano, cresce a cada dia, é dedicação, é doação. Os dois, enfim, estavam na mesma linha, na mesma sintonia:
"(...)Hoje preciso de você
Com qualquer humor, com qualquer sorriso
Hoje só tua presença
Vai me deixar feliz
Só hoje(...)"
O noivado aconteceu, tudo como mandam os tais "bons costumes". A mão dela foi pedida ao pai, os pais dele foram comunicados. Eles já tinham amigos em comum, a comemoração foi geral. Depois de um tempo, o casamento aconteceu, como que num conto de fadas. Ele nunca foi um sapo, mas de certa forma, ela precisou salvá-lo. Salvá-lo talvez, de não mais se sentir apaixonado. Salvar o coração dele, fazê-lo ser o príncipe que ela já vira, desde o início. Ela diz amá-lo em todos os momentos; ele diz que aprendeu a relevar, e que o amor o transformou, levando-o a agir diferente, pensando em ambos, e não só nele:
"(...)Eu tomaria banho gelado no inverno
Eu mudaria até o meu nome
Eu viveria em greve de fome
Desejaria todo o dia a mesma mulher
Por você, por você(...)"
Casados há mais de 2 anos, eles ainda estão aprendendo a lidar com as manias e personalidade de cada um, e principalmente com as dificuldades do relacionamento mais maduro. São pra mim a prova de que o amor que o amor tão sonhado, mesmo pra quem finge não querê-lo, ainda pode existir. Por isso, escolho pra eles, e pra simbolizar esse mês dos namorados, uma canção que retrata um relacionamento estável, mas que cresce com a instabilidade da vida. Uma linda e simples canção de amor:
O Mundo Anda Tão Complicado
Legião Urbana

Gosto de ver você dormir
Que nem criança com a boca aberta
O telefone chega sexta-feira
Aperto o passo por causa da garoa
Me empresta um par de meias
A gente chega na sessão das dez
Hoje eu acordo ao meio-dia
Amanhã é a sua vez
Vem cá, meu bem, que é bom lhe ver
O mundo anda tão complicado
Que hoje eu quero fazer tudo por você.
Temos que consertar o despertador
E separar todas as ferramentas
Que a mudança grande chegou
Com o fogão e a geladeira e a televisão
Não precisamos dormir no chão
Até que é bom, mas a cama chegou na terça
E na quinta chegou o som
Sempre faço mil coisas ao mesmo tempo
E até que é fácil acostumar-se com meu jeito
Agora que temos nossa casa é a chave que sempre esqueço
Vamos chamar nossos amigos
A gente faz uma feijoada
Esquece um pouco do trabalho
E fica de bate-papo
Temos a semana inteira pela frente
Você me conta como foi seu dia
E a gente diz um p'ro outro:
- Estou com sono, vamos dormir!
Vem cá, meu bem, que é bom lhe ver
O mundo anda tão complicado
Que hoje eu quero fazer tudo por você
Quero ouvir uma canção de amor
Que fale da minha situação
De quem deixou a segurança de seu mundo
Por amor
...
Soltando bolhas de sabão ao som de: Preciso Dizer Que Te Amo - Cazuza
...
PS: A história quase perfeita do casal mais fofo que eu conheço pode conter algumas mudanças, afinal, eu contei uma história, e quem conta uma história sempre modifica um pouco a trajetória. Mas de fato, o casal existe, eu os amo de paixão e se lessem este texto, morreriam de vergonha devida exagerada descrição.
...
PS2: Prometo um post contrário a esse, mostrando o quanto o amor também faz sofrer. Mas não hoje, não neste mês. Porque eu ainda acredito no amor, e devo ser o "o último dos românticos" no núcleo humano, e mesmo considerando a tal data 12 de junho um enorme meio de ganhar dinheiro às custas de inocentes, quero desejar um feliz mês dos namorados pra todos.
...
*** Lar é onde o meu coração está! ***

quinta-feira, junho 21, 2007

O Retorno do Comedor de Morcegos

"I tried to entertain you
The best I can
I wished I started walking
Before I ran
But I still love the feeling
I get from you
I hope you'll never stop cause
It gets me through yeah (...)" Ozzy Osbourne

E o disco novo de um dos papais mais loucos do rock, o popular "comedor de cabeça de morcego", Ozzy Osbourne, já tem singles de estréia. O intitulado "Black Rain" tem como carro chefe a canção "I Don't Want To Stop", nome interessante para uma música de retorno já que o príncipe das trevas diz não querer mesmo parar de fazer rock'n'roll. O disco foi composto com inspirações políticas e também a luta de sua esposa Sharon contra o câncer. Este é o mais recente disco gravado em estúdio e com músicas inéditas depois de seis anos, e segundo Ozzy, o primeiro disco feito por ele totalmente sóbrio.




Ouvindo: Changes - Black Sabbath

PS: E a propósito, o post brega e meloso, inspirado no dia dos namorados ainda está por vir. Escreverei antes do fim do mês, se nada me impedir.

*** Lar é onde o meu coração está! ***

domingo, junho 10, 2007

Devaneios Sobre Trabalho Estável

"Se fosse fácil achar o caminho das pedras tantas pedras no caminho não seria ruim" (Engenheiros do Hawaii)

Alright, alright...
Sabe aquela frase, que alguém mais velho que você já deve ter dito, ou pelo menos alguém mais experiente: "para tudo existe uma primeira vez"? Acabei de crer, ela faz sentido.
Lembro-me de que, quando mais nova, escrevi um texto me referindo a trabalhos que eu jamais me prestaria ao papél. Trabalhos pré-estabelecidos, trabalhos monótonos, e principalmente, trabalhos onde eu não poderia exercer a minha imaginação, ficando presa a uma sala sem graça, em tom pastél, com pessoas acomodadas.
A minha visão radical e perspectivas de vida mudaram quando, vulgarmente dizendo, "a água bateu na bunda". Cedendo à pressão e ouvindo a voz da razão (ao menos uma vez) resolvi estudar e começar a prestar concursos públicos. Por inúmeras razões, como citei acima, resolvi agir ao contrário. Tudo o que achava que jamais faria, com relação a futuro e vida adulta, se prostaram diante de mim como estátuas ou fantasmas ironicamente visíveis. Na falta do que fazer, resolvi fazer algo. Ou melhor dizendo, na falta de explicação, resolvi mudar o leque de opções.




O primeiro concurso público



O mais interessante de testes, exames, provas e concursos, é que existe todo um ritual, toda uma preparação, e milhões de pessoas para darem conselhos; conselhos esses que independem de serem bons ou ruins. Para o concurso público não seria diferente, começando pelo ritual de inscrição.
Ao comparecer ao local de pagamento da inscrição, há um princípio de tensão ao olhar e perceber a quantidade de concorrentes e por assim dizer, a diversidade desses. São mulheres, homens, senhoras, adolescentes, adultos, desempregados, empregados, solteiros, viúvos... e eu poderia continuar por um longo tempo, listando esses indivíduos.
Passando a primeira etapa, a segunda é a não menos importante parte prática, ou melhor dizendo, a prestação de contas, quero dizer, prestação do concurso. Essa etapa é boa e ruim, triste e engraçada. Vai desde de conhecer o local da prava, conhecer a sala, analisar quem está na sala e receber o caderno de questões. Ai, posso ser questionada: mas por que motivo eu perderia meu tempo analisando tão fúteis situações? Pelo simples motivo de que não há nada a fazer enquanto o tempo dado entre a hora de sua chegada e a hora de começar a prova não passa. Para que você não fique mais tenso do que já provavelmente está, só lhe resta prestar atenção do que não deveria ser critério.
Por exemplo:



  • quantas pessoas estranhas tem o mesmo nome que eu;

  • quem será o primeiro descontrolado a pedir para ir ao banheiro;

  • e essa "po%$#" de prova que não começa logo;

  • eu cheguei cedo e cumpri o horário estipulado a toa.

Enquanto a sua mente viaja, o tempo passa e enfim, estando com o caderno de questões em mãos, é dado o início da prova. Essa é de fato a segunda etapa. A hora em que começamos a resolver as questões. Quer dizer, ler primeiro e perceber que tudo isso poderia ser respondido sem pensar muito, se não fosse um porém: quando os professores ensinavam português e matemática em sala, não era recomendável ficar contando piada, jogando truco ou dormindo. Então você se xinga e tenta resolver as questões. Claro, se você fez um cursinho para concurso, essa parte é pulada. Você já se xingou antes de pagar o primeiro mês de cursinho, porque se tivesse prestado atenção às aulas, não precisaria fazer o tal cursinho.


Após a queima de todos os neurônios anda existentes, a luta contra o xixi (se houver a coragem de persistir e não sair durante a prova) e a resolução das questões, a prova é entregue ao fiscal e desde já é iniciada a terceira etapa: a espera do gabarito. Saindo da sala já há o início das nóias e a percepção de alguns erros. Ao fim do dia, você já tem a plena certeza de ter errado tudo, até o que era certamente óbvio de ter acertado. A etapa três dura até o dia do lançamento do gabarito, que geralmente é divulgado de um a dois dias depois do dia da prova. Com o fim da etapa três, o alívio é inevitável, dando tudo errado ou não.


O mais interessante do concurso público é que deve ser uma das únicas ocasiões em que todos se encontram iguais. Tensos, levemente ou altamente inseguros e obviamente desesperados. Mas de fato, é uma experiência rara e de grande valia. Devo dizer que, independe de ter passado ou não, a cerveja tomada após a prova desceu ainda melhor, levando com elas, pelo menos por um tempo, todas neuroses deixados pelo tal concurso.


Fritando o cérebro ouvindo: Fábrica - Legião Urbana


Cenas do próximo capítulo...


E o próximo post será bem brega, cheio de clichês e confissões, porque o fato de eu estar proporcionalmente largada não impede que eu divague sobre o tal dia capitalista - o dia dos namorados- e me mostre como de fato sou, pelo metade ou inteira: romântica e incondicionalmente apaixonada. Uau... rss!


*** Lar é onde o meu coração está! ***