Mostrando postagens com marcador Tempestades Mentais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Tempestades Mentais. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, agosto 05, 2026

A vida acontecendo...

"Não tenhamos pressa,
mas não percamos tempo."
[José Saramago]


Já é agosto. Tem noção?
É difícil não se pegar pensando na passagem do tempo. E também não pensar que só de estar pensando que o tempo tá passando, ele já passou, neste exato momento em que estou aqui pensando. Coisa doida. Eu doida.
Se eu penso demais, a ansiedade me consome. Estou fazendo o que tenho que fazer? Já podia ter feito, né,  e agora? Posso parar o tempo?
Em algumas culturas, a ansiedade é estar com a mente no futuro ao invés do presente. Medo do futuro, do imprevisível, apego ao controle. Eu sei que não é bom mas vez ou outra acontece. O difícil é encontrar alguém que não seja ou não esteja ansioso. Bom não é.
Posso tentar usar de todas as técnicas: atividade física (têm dias que piora a ansiedade), meditação, respiração consciente (descobri que não sei respirar), medicamentos (prefiro não). Contudo, o fato é que sim o tempo está passando, o futuro não pode ser controlado e tudo isso faz parte de estar vivo. 
Penso (quase nada) que talvez eu tenha esquecido um pouco sobre o que é estar vivo. Vida. E não estou romantizando a vida não. A vida já me doeu muito. Acho que todo dia, pelo menos por 1 minutinho que seja, ela me dói. Ela dói justamente porque é vida, sentida fisicamente. E na mente também, claro.
Já o tempo é possível de controlar. Não a medida dele mas a forma como podemos utilizá-lo e vivê-lo. Ele é passível de mudança. Frisando mais uma vez: sem romantizar, apenas viver respeitando o tempo. 
Já é agosto e ele meio que dura uns três meses. Principalmente financeiramente (socorro, falta dim dim mas não falta dia). Porém, logo menos ele também já passou. Julho durou uns dois meses e já foi.
E quando ele terminar e eu conversar comigo mesma fazendo o dump do mês e pensar, já terminou, será que eu terei vivido o tempo ou o tempo terá me vivido?
Tenho um agosto todinho me trazendo essa resposta. ⌛🍂🌻

Pensando ao som de : The End - The Doors (não propositalmente) 👀

"Apressa-te a viver bem
e pensa que cada dia é,
por si só,
uma vida."
[Sêneca]

sábado, janeiro 28, 2017

Quão fundo?

Uma pessoa muito especial pra mim disse-me hoje:
— Se você soubesse o buraco em que estou.

E eu queria ter as palavras certas ou toda e qualquer ferramenta que pudesse tirá-lo do buraco onde ele está. Contudo, o que aconteceu foi uma mudez física e um barulho mental de ensurdecer. 
Há semanas, mais especificamente 2 semanas, tenho me deparado com pessoas e seus buracos. Penso que pessoas com buracos são unânimes. Não acho que seja uma regra mas sim a maior parte. Buracos de todos os tipos: financeiros, psicológicos, físicos. Pequenos e grandes buracos. Algumas me dizem diretamente outras apenas demostram a existência deles com atitudes. Em um desses encontros não planejados o buraco que a mim foi retratado era tão fundo que quase me puxou para dentro dele. Foi como se eu tivesse vendo a parte mais escura dentro deste buraco e ele quisesse me dizer algo. 
Não sei ao certo se ter um buraco é o problema. Parece-me que descobrir de que tipo ele é e do quão fundo ele está seja algo mais urgente. Buracos são preenchíveis mas é necessário saber com o quê. Passa-me pela cabeça que talvez esse seja o maior erro e motivo de tanto sofrimento. 
Buraco. Não sei se tenho vários ou um bem grande que tem ocupado muito espaço. Infelizmente, ainda não descobri como preencher e nem se será possível. Também não sei há quanto tempo faz parte de mim. Mas faz. E negá-lo não me tornou melhor. 
O buraco alheio que quase me sugou abriu meus olhos. Mostrou lados meus ainda desconhecidos que aparentemente precisava conhecer sozinha. Mostrou partes obscuras dos meus pensamentos mas também me mostrou uma ou outra possibilidade e direito de escolha. Quase todos nós temos ao menos um buraco e ele pode nos sugar ou mostrar algo. Precisamos escolher. Acredito que tenha conseguido entender, acredito que ainda esteja entendendo.

“Quem combate monstruosidades deve cuidar para que não se torne um monstro. 
E se você olhar longamente para um abismo, 
o abismo também olha para dentro de você.” (NIETZSCHE)





*** Lar é onde o meu coração está! ***

quinta-feira, janeiro 23, 2014

Apenas mais uma

''Não entendo, apenas sinto..
Tenho medo de um dia entender..
e deixar de sentir.." (Clarice Lispector)


Você pode ter nascido há 10.000 anos atrás, mas nunca deixará de ser um mero peixinho no mar dos relacionamentos. E quando me refiro a relacionamentos, quero dizer todos, até aquela relação mantida com um bichinho de estimação. Relacionar-se é coisa bruta.

Passa dia e eu cada vez entendo menos. Se faz tudo pra ver o outro feliz, este reclama de falta de personalidade. Se decide ser sincero, recebe patadas referentes a prestar mais atenção em seus próprios defeitos. Chego a temer o dia em que entenderei pelo menos uma linha do processo das relações. Porque o dia em que eu conseguir identificar a melhor forma de relacionar-se sem que seja gerada uma guerra, estarei rica. E com certeza, com mais saúde.
Quando eu era criança, minha mãe sempre me dizia pra que eu não abrisse mão da minha personalidade. Que mesmo na dor, eu permanecesse certa de quem eu era. Bem, hoje vejo que talvez ela tenha esquecido de pensar no processo dos relacionamentos, inclusive a relação mantida com ela própria. Sabe aquela historia de que se você puxa de um lado, descobre de outro? Pois é, é exatamente assim. Se fala, falou demais. Se emudece, está se escondendo.
Dai você passa pelo processo de não conseguir relacionar-se bem com a família, com os amigos, muito menos com o namorado. A cara-metade? Esta tem a chave pra destruir qualquer teoria acerca de relacionamentos. Se eu pegar qualquer livro cujo título seja algo pelo menos parecido com 'Aprenda a ter a perfeita relação com o seu amor' eu compro pra usar de peso pra porta. Porque juro, das duas uma: ou o autor está vivendo uma mentira ou não está e talvez nunca tenha vivido de fato numa relacionamento.
Nas relações amorosas não há segredo assim como também não há regras. E muito menos é um jogo. Está bem longe de ser. É uma das mais difíceis relações e os erros cometidos são tantos que muitos desistem do objetivo principal que é se entregar a alguém. 
Por isso, mesmo não querendo usar esta palavra, desisti de entender. Não tenho a menor vontade de entender qual a forma exata de se ter um relacionamento perfeito (até porque, a perfeição depende de quem vê) justamente por achar que essa perfeição não existe. 
O que existe é o dia a dia, o aprendizado e a tentativa de não permanecer cometendo os mesmos erros. Dai, talvez até seja possível ter um pouco de paz no processo das relações. Mas todo mundo sabe que quando o mar está calmo demais algum ventinho virá pra chacoalhar as estruturas. 


*** Lar é onde o meu coração está! ***

sexta-feira, maio 24, 2013

Não são fogos de artifício, mas podem iluminar...

É maravilhoso começar o fim de semana com encanto e expressar apenas palavras de alegria. Eu acredito no poder da palavra e do pensamento positivo. Porém, também sei que o mal existe e que tem tentado dominar tudo o que existe. Quisera eu apenas poder comemorar que a sexta-feira chegou, mas hoje, eu não consegui. Precisei expressar o que o meu interior gritava. Não é pessimismo, muito pelo contrário. É vontade de que as coisas mudem e que quando houver mudança, que ocorra da melhor forma. E que venha forte, esquentando e saciando o coração apertado daqueles que ainda sentem algo ao receberem as notícias atuais. É preciso muita esperança num mundo no qual pontes não param de desabar, debates e discussões acerca da opção sexual alheia é tema constante, baratas evoluem, idosos e animais são vítimas de todos os tipos de violência, há cada vez mais assassinato de crianças, ônibus são incendiados semanalmente e cresce a cada dia o número de estupradores. 


"A esperança não murcha, ela não cansa, 
também como ela não sucumbe a crença. 
Vão-se sonhos nas asas da descrença, 
voltam sonhos nas asas da esperança."

-Augusto dos Anjos

Com a esperança que lateja, ao som de: Enquanto houver sol - Titãs

*** Lar é onde o meu coração está! ***

quinta-feira, novembro 08, 2012

Até quando?

Fico pensando se brasileiro é inocente ou se prefere 'se fazer de besta' ou ainda se apenas tem memória curta mesmo. Não consigo entender, em meio ao fogo cruzado entre policiais militares e uma facção criminosa, que ainda tenha gente pensando apenas em direitos humanos, de quem deve ou não ter. Jornal mostra que pesquisas estão sendo feitas a fim de buscar formas de controlar a violência, principalmente a que tem matado policiais. Como se violência fosse algo palpável e tivesse vontade própria. Fica muito mais difícil entender, enquanto tudo isso acontece, que ocupando o mesmo espaço de tais circunstâncias, fique a tal ofensa que a cantora Rita Lee teria feito aos policiais miliares em Sergipe.


Opinião ## Por trás da guerra nas ruas de São Paulo

Por Bob Fernandes*

Clique para visitar o post original
O número de homicídios na guerra entre o PCC e a PM paulista aumentou nos últimos meses: acordo rompido

Noventa e oito policiais militares assassinados em São Paulo neste ano. Só 5 deles mortos trabalhando. Quando a morte é fora do trabalho, a família não recebe benefícios. Neste ano, em todo o Estado, já foram assassinados mais de 3.330 cidadãos. Só na capital, até setembro, 919 homicídios.
Antonio Ferreira Pinto é o Secretário de Segurança. Numa dessas coletivas para a imprensa, há pouco tempo, ele disse que os assassinatos de PMs não tinham “nenhuma vinculação com a facção”. A “facção”, como diz o secretário sem citar o nome, é o PCC.
Não há quem não saiba que está em andamento uma guerra particular entre o PCC e a PM. Uma PM, pelo que se sabe, com divisões; digamos assim. Segundo oficiais com quem falei, teriam sido rompidos, de parte a parte, “códigos de conduta”.
Há quem negue a existência de tais códigos, mas eles existem: a polícia tem seus códigos não escritos e os criminosos também têm. E ambos têm um código em comum. Pela quantidade de mortos, é evidente que algum tipo de código, ou de acordo – ou de acordos – foi rompido.
Criminosos matam de um lado? Vem a resposta: alguns, quase sempre em motos, com munição de uso exclusivo de forças policiais, dão o troco e também matam. Fica no ar uma pergunta que talvez contenha a resposta: por que, nesta guerra nas ruas, apenas policiais militares, e não policiais civis, estão sendo mortos? É certo que a Inteligência do Estado tem informações sobre isso.
O secretário de Segurança nega, ou negava até outro dia, o que é óbvio. E, diante de câmeras e microfones atua como se fosse o Durango Kid. Enquanto o secretário atua, e nega o óbvio, vejam a ousadia dos ataques: um tenente trabalha na Casa Militar e na escolta do governador Geraldo Alckimin. As iniciais do seu nome são SCS. O tenente foi atacado; não no trabalho. Recebeu um tiro de raspão, no rosto, reagiu e matou o agressor.
O Major Olímpio, deputado estadual pelo PDT, em ato na Praça da Sé disse com todas as letras: “Policiais militares estão sendo dizimados e não adianta negar e dizer que é lenda. O PCC está matando policiais”.
O troco vem sendo dado nas ruas. Isso nunca funcionou. Nem no Velho Oeste, nem com as milícias no Rio de Janeiro, nem aqui, com os antigos e os novos esquadrões da morte. Isso só serve para produzir mais mortes, muitas vezes de inocentes. Serve também para eleger oportunistas, com discursos e práticas fascistóides.
Fato é que, antes de tomar posse, o governador Geraldo Alckimin pensou em substituir o Secretário Ferreira Pinto. Um importante emissário do governo sondou o jurista Walter Maierovitch. Walter, antes até de começar a conversar, impôs algumas condições. Uma delas, nomear os comandos das polícias militar e civil. A conversa nem andou. E Ferreira Pinto ai está.
O bang-bang, os assassinatos, avançam nas ruas de São Paulo. Até quando?

Bob Fernandes é jornalista.

quarta-feira, junho 20, 2012

Quando as ferraduras aparecem...

Para aqueles, os de perguntas "3D" (deselegantes, desnecessárias, desapropriadas) - se namora, quando sairá o casório; se gorda, quando virá o bebê; quando magra, se está doente; quando trabalha, se recebe bem; se desempregado, quando arrumará um serviço - uma resposta curta e não tão grossa: na falta de assunto, melhor ficar calado. Por que como já é sabido, quem fala o que quer, pode sempre ouvir o que não estava esperando, mas era merecido. Pronto, 'falei'!

sexta-feira, fevereiro 18, 2011

Psiu...

"Sou avessa à equações, fórmulas e respostas certas. Não gosto de nada definido. Certezas não me calam." Fernanda Mello

E nesse quê de me entender, me perdi. Quase. Entender-se por inteiro? Impossível. Quer dizer, pra mim. Saber lidar com as próprias confusões? Palpável. Esse negócio do cotidiano, e do mundo ao redor pode massacrar. Mas não quero desistir. Nem de me entender e nem de entender os outros. Analisar esse universo tão 'irracional' chamado ser-humano.
Contudo, não dá pra pedir um tempo, enquanto assusto com manifestações gratuitas de ignorância. Não há tempo pra isso. O tal tempo citado na música não pára mesmo. E os segundos, que me podem ser um feixe de luz, se transformam em vazio, se assim eu deixar.
Viver é a ordem. E nada mais!

quinta-feira, fevereiro 17, 2011

Dos julgamentos, quem escapa?

"Um julgamento não passa de um castigo público." (Petrônio)

Acredito em atitudes. Revoltas, protestos. Tudo é válido, desde que seja um ato. Não só aquilo que mesmo indignado, fica no papél. Sendo assim, é só um desabafo.

Logo esclareço. Acredito que causas e ocorrências polêmicas pedem pensamentos e discussões aguçadas, bem pensadas e concretas. Sempre que um acontecimento é polêmico, engloba vários outros assuntos. Partindo disso, é preciso tomar cuidado ao expressar argumentos a cerca de tais assuntos.

Julgamentos inflamados, infundados ou simplesmente vãos não acrescentam nada nessas causas. É preciso pensar no fato, e não só em quem está envolvido. E principalmente, analisar como é possível eliminar o problema.

O ser humano apenas julga e acaba por, muitas vezes, se precipitar. Nem sempre acerta, salve quando a circunstância já está por si só definida. Portanto, apenas julgar, não basta de palavras jogadas ao vento.

"Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias. Díficil é encontrar e refletir sobre seus erros, ou tentar fazer diferente algo que já fez muito errado. E é assim que perdemos pessoas especiais."
(Drummond de Andrade)

sexta-feira, outubro 22, 2010

Ali na torre...

... estaria eu entrando na deles, ou eles entrando na minha?
Surto de ansiedade, mistério quanto às emoções mais fortes, lágrimas que cortam. Até onde isso vai continuar?
Esse quê de sociedade, essa mesmice desgovernada, essa rotina que machuca. A vontade de gritar é contínua, então por que não gritar? Os sentimentos, ah os sentimentos. Deles é que não me desfaço, não me desprendo. É possível?
Felicidade às vezes extrapola, faz perder a razão. E o amor então?
Presa num livro de Thomas More, para algum lugar eu vou.

"Isso de querer ser exatamente aquilo que a gente é
ainda vai nos levar além".
Paulo Leminski

terça-feira, abril 06, 2010

Faça alguma coisa...

Num diálogo comum ali, num dia comum ali:

- Faça algo que eu consiga aproveitar a respeito da dengue, porque aquilo o que você escreveu está todo errado (...)
- Não está errado. Utilizei dados atualizados até o mês de março, já que não me foram informados os dados deste mês.
- Mas está errado, porque o número de casos já subiu.
- Certamente. Quando fui escrever a matéria ontem, te expliquei que os dados atualizados não viriam da assessoria da prefeitura hoje, e que por isso, usaria o que eu tinha de informação, sem a atualização. Você concordou.
- Então quando for assim não escreva.
- E por que você não me falou isso ontem?
- (Silêncio)

Entendeu? É por essas e outras que farei sim algo que preste. Não relativo à dengue, nem aos textos que escrevo. Mas relativo a minha vida. Sair. Sem novidades, afinal, você esqueceu do aviso? Sinta-se satisfeito com quem vier, e obrigada por gostar.
Fuck off!!!

segunda-feira, março 29, 2010

Você não me entende?

Já tentou, por diversas vezes, mas ainda não conseguiu? É porque está tentando de mais, porque tudo é mais simples do que parece.

Uma câmera? Talvez fosse necessária. Assim, eu ao menos saberia com certeza onde estou errando, e por onde começo para acertar. E a propósito, amo-te assim mesmo, sem mais. E não preciso de câmeras para comprovar isso.

"Não penso em me vingar
Não sou assim
A tua insegurança era por mim
Não basta o compromisso
Vale mais o coração
Já que não me entendes, não me julgues
Não me tentes"
1° de julho - Legião Urbana

quarta-feira, março 24, 2010

Entre Big Brothers e julgamentos...

"When you're strange- faces come out of the rain
When you're strange- no one remembers your name
When you're strange (...)"
The Doors

Decidi, pago um pau para os inventores de reality shows. Desde a primeira vez que assisti um programa chamado The Real World, na MTV - a propósito, o primeiro reality show como conhecemos da historia - percebi que havia algo de muito incrível ali.

Todos que eu conhecia assistiam, e todos queriam estar naquele lugar. Junto com tudo isso, todos também discutiam sobre o que estava certo ou errado no programa. Na verdade, sobre quem estava certo ou errado.

Acredito que o mesmo ocorra hoje, no Big Brother Brasil. Em todos os lugares as pessoas discutem sobre quem está com a razão, quem está agindo certo, quem é o vilão. Mas afinal, o que nos torna tão diferentes das pessoas que ali estão?

Me peguei em situação parecida, neste exato momento, quando uma companheira de trabalho resolveu fazer um comentário e eu me meti a discutir se aquilo era ou não era correto. O que me faz melhor que aquela pessoa que está ali dentro para julgá-la de certa ou errada?

Talvez, estar numa posição superior seja interessante. Teriam os reality shows o poder de mostrar até onde um ser humano pode ir? Até que ponto uma pessoa pode chegar para ganhar uma bolada em dinheiro? E por fim, até onde os telespectadores podem chegar nos julgamentos feitos sobre desconhecidos?

Acho assustador, porém, os inventores desse estilo de programa descobriam uma mina de ouro. Isso nunca terminará. As pessoas sempre ficarão curiosas para saber o que outras pensam ou estão fazendo. Mas o mais perigoso é o julgamento precipitado, e o quanto é possível falar de outra sem ao menos conhecê-la.

Viva os criadores. E viva a todos nós, que nos consideramos estar em melhor posição que os outros para julgá-los.

quarta-feira, março 17, 2010

Um aviso...

previamente calculado e endereçado a ela. Silêncio, frio, mãos que tremem. Por um momento, ela não entendia se estava ali mesmo, naquele local, naquela hora. Seria tudo um sonho num sonho?

Era verdade, e quando enfim ela se deu conta, estava assinando o tal papél, concordando com o tal aviso. Interessante a burocracia de ser avisado que será dispensado. Além de um mês para o envio de currículos para não se sabe aonde, você ainda recebe o último mês e precisa ficar se relacionando com as mesmas pessoas que quiseram te dispensar.

Após a falta de ar, o choro e o nó na mente e na garganta, ela gritou e depois respirou. Após conversar com um amigo, com os familiares e o namorado, ela entendeu. Queria aquilo. Precisava daquilo. Não podia mais passar por tudo o que estava passando.

Se ela não pôde, Deus fez por ela. Disse basta. Basta de sono perturbado, basta de medo de ir ao trabalho. Basta de más energias. Basta de pouca vida. Basta de rotina desmotivada. Basta de não ser mais ela mesma. Basta de não acreditar.

E este então, foi o seu aviso prévio. Ela está de volta.

segunda-feira, março 08, 2010

Dos momentos mais difíceis...

é que temos medo. E são nos momentos mais difíceis, nos dias mais turbulentos, que devemos acreditar que tudo vai ficar bem. E são tantos os que passam por dias assim, ou piores. Onde se agarram, no que se apóiam? Eu sei que não estou sozinha, e é nisso que me apoio.

Tudo parece acontecer para duvidarmos do que somos capazes, e para quê fomos criados e gerados. As armadilhas estão ai para nos desviar de nossas metas, nossos objetivos, nossos princípios. Ninguém disse que seria fácil.

É difícil achar segurança onde não há chão. É difícil ver o que tudo que tudo o que foi sonhado talvez não exista, seja apenas um sonho. É difícil batalhar com todos ao redor competindo, se esquivando, querendo passar por cima uns dos outros.

Parece não haver mais cumplicidade, honestidade.

Mas Deus está comigo, e me mostra todo dia que eu não estou só. Ele me deu a melhor família do mundo e o melhor namorado, talvez, justamente para que eu tivesse onde me apoiar em momentos assim. Ele sabia que momentos assim viriam.

O importante é centrar a mente, não parar de lutar, continuar acreditando. Saber realmente quais são as prioridades envolvidas, porque tudo na vida passa. As lágrimas podem cair, mas talvez elas sejam necessárias para o crescimento. Algo restará no final, e é preciso saber o que eu quero guardar disso tudo.


"(...)Love would never leave us alone,
A-yin the darkness there must come out to light."
"O amor nunca nos deixaria sozinhos
Na escuridão deverá aparecer a luz"
*** Lar é onde o meu coração está! ***

quarta-feira, fevereiro 17, 2010

Pós carnaval...

com preguiça, meia-ressaca e TPM. Nada melhor do que um pós carnaval doloroso.

O 5 dias (fim de semana prolongado) que antecediam e o próprio dia de carnaval foram todos muito bem aproveitados. Como resultado, sinto-me como no começo do ano, com tudo pra correr atrás, mas ao contrário dia 1° de janeiro, sem nenhuma vontade.

Em decorrência da TPM da morte (aquela que antecede o tsunami vermelho) encontr-me agitada, irritada, demasiadamente sem noção, entre outras palavras terminadas com ada. Bom, pelo menos toda essa parte terminará amanhã. Assim espero.

A espera da vitória da Mangueira, no Rio de Janeiro, não me sinto merecedora de cantar seu samba-enredo. Tristemente, a Gaviões em São Paulo foi injustiçada, perdendo para uma tal Rosas de Ouro. Maldita seja a praga verde e tricolor. A vingança é certa.

Com o humor da morte me despeço. A chuva estava pra cair, para talvez levar toda a energia ruim que me invade. Infelizmente (apenas para mim) o sol pagou mais para São Pedro, e invadiuo céu com o meu quase Vanila Sky favorito. Shit...

quinta-feira, fevereiro 11, 2010

Abra os olhos...

Araçatuba metropolitana. O sentimento de cansaço mental que se distribui por todo o corpo parece estar no domínio. Por não saber de onde vem e como se estabeleceu, ela procura por entre as gavetas de seu armário de pensamentos um motivo.

É a rotina. Só pode ser isso e disso ela não gosta. Revirando as gavetas, ela tem cada vez mais certeza. Não há mais nada, nenhum outro fato que mude essa comprovação. A mesmice começa a se comunicar com o tédio, e ela sabe que isso não pode ser bom.

Mas não odeia toda e qualquer rotina. Sempre amar a impulsiona pra vida. Estar viva a impulsiona para viver mais. Sempre se divertir é essencial. Então, o problema não está na rotina. Enfim, ela entende. O problema está no que corresponde a rotina.

Ela percebe que tudo só continua a mesma coisa se assim for deixado. Entende que é só mudar, se mexer, fazer acontecer. E assim, ela decide que o cansaço mental para a lixeira e que a rotina pode voltar para a gaveta de coisas desnecessárias, dentro do armário de seu cérebro.

Acordei.

segunda-feira, fevereiro 08, 2010

Ambição...

... é a palavra da vez. Será que sempre foi? Fico pensando, a respeito daquela piada de onde comprar o juízo. Mas na verdade, onde se compra a malícia, a ambição de que todos tanto falam? Gostaria que alguém tivesse um livro de auto-ajuda que explicasse essa situação.

Com isso, salto para outras questões: qual é o mal de não ter esse comportamento? De não querer ser o maioral, o destaque, a maior figura no carro alegórico? Isso seria um defeito, uma auto-sabotagem?

Mas se tantos são felizes assim, então, onde está o mal? Tantos são incapazes de ver o que está bem a frente dos seus olhos, e não estou falando da manchete do jornal. Então, como escolher de que lado estar? É preciso escolher. Sempre, sempre é preciso escolher.

Abra seus olhos, e vejo o céu de baunilha. Amo o filme Vanilla Sky, e acredito que pra quem o assitiu, ele deve ter um significado particular. Mas veja, tudo é passageiro. Cada minuto é uma chance para mudar tudo.

E talvez eu não saiba a grandeza de tudo, o que é mais e menos importante, o que deve ou não ser priorizado no âmbito profissional. Mas de uma coisa eu sei: EU NÃO PAREÇO COM VOCÊ!

(...) É a verdade o que assombra
O descaso que condena
A estupidez o que destrói
Eu vejo tudo que se foi
E o que não existe mais
Tenho os sentidos já dormentes
O corpo quer, a alma entende
Esta é a terra-de-ninguém
Sei que devo resistir
Eu quero a espada em minhas mãos (...)
Não me entrego sem lutar
Tenho ainda coração
Não aprendi a me render
Que caia o inimigo então
Tudo passa
Tudo passará (3x)
E nossa história
Não estará
Pelo avesso assim
Sem final feliz
Teremos coisas bonitas pra contar
E até lá
Vamos viver
Temos muito ainda por fazer
Não olhe pra trás
Apenas começamos
O mundo começa agora, ahh!
Apenas começamos.
Metal Contra As Nuvens - Legião Urbana

segunda-feira, janeiro 25, 2010

Amigos raros

Amigo, você tem algum? Jura? Pois acredito que muitos precisam pensar duas vezes antes de definir alguém como amigo. Considero essa prática hoje praticamente extinta. Aquele que chamávamos de parceiro, brother, truta... parece não existir mais.

Mas afinal, por que e como se define alguém como amigo? Será pelas afinidades? Será pela história, pelo tempo de convivência? Será para sair pra balada? Pra tomar uma cerveja? Pra reclamar da vida? Talvez sim, tudo isso, e ainda mais um pouco.

Porque na verdade, o amigo é aquele que irmão, é a família que você pode escolher. Se o seu amigo tiver algum parentesco com você, então primeiro ele te foi enviado e depois você o escolheu.

Mesmo se ele estiver longe, se você não o vir há anos, você sabe que ele pode contar com você e você pode contar com ele. Vocês podem brigar, toda a rotina pode ter mudado, mas ele está ai pra você. Ele respeita as suas decisões, respeita o seu momento. E você não precisa procurá-lo. Ele não arruma desculpas pra não te ver.
Se você tiver que pedir a presença do seu amigo, ele já está distante. Ou talvez nem seja seu amigo.

Em tempo...

Sou seu amigo, acredite. Sou sua amiga, não duvide. Sempre estive aqui, muitas vezes, mais pra vocês do que pra mim mesma. Agora, estou em outro momento, outro tempo. Mas continuo aqui. Não casei (ainda), não morri, apenas mudei minhas prioridades.
Se você me conhece, percebe quais são meus limites. Uma de minhas mudanças foi tentar ao máximo não impôr atenção de ninguém. Se você gosta de mim, curte a minha presença, ok. Esteja comigo, que estarei com você (é, muito música da Xuxa isso).

E a propósito...

Não convido mais de uma vez alguém para um churrasco. Não mais. Ou para qualquer outra coisa.

Sem mais, desculpe a revolta. Não é por mim, mas é por alguém especial. E se algo acontece a ele, acontece comigo também.

"Meus bons amigos, onde estão
Notícias de todos, quero saber
Cada um fez sua vida
De forme diferente
Ás vezes me pergunto
Malditos ou inocentes"
Meus Bons Amigos - Barão Vermelho

*** Lar é onde o meu coração está! ***

terça-feira, dezembro 29, 2009

Luz e sentido e palavra...

Araçatuba metropolitana. Se o tempo não pára, como já diria Cazuza, a chuva não para, como assim diria eu mesma.
Com o som dela caindo, começo a refletir. O trabalho será feito em breve, mas primeiramente, preciso desanuvear minha mente.

Ela está mudando. Novidade? Sim. A mudança é diferente dessa vez.
Seria impossível impedir que uma mudança ocorra?
Está se transformando, talvez fosse esse o termo certo.
O amor em demaseio a está machucando, tornando-a pegajosa, carente, enjoável.
E ela se se tornando tudo o que jamais imaginou ser.
Usando palavras que jamais usou, cobrando de formas que nunca quis ou supôs cobrar.
O que teria acontecido? Influência? Castigo? Apenas mais uma de amor?
Ela não sabe. Só sabe que não quer ser assim. Não pode ser assim. Colocará tudo a perder.
Perderá o mais importante: sua personalidade e linha de pensamento inabalável.
Ela faz testes, perguntas... lê revistas, livros; anda sozinha, caminha na chuva, dorme confusa.
Seria tudo isso normal?
Afinal, o que ela está sentindo? Do que sente falta? O que a está atraindo? O que não está?
Onde está focada? Será que está? Por que se tornaria assim? Cadê o seu eu próprio?
Não consegue conter tantas questões e tantas lágrimas.
Se encontra perdida, num beco sem saída.
Está viciada, descontrolada dentro de sua própria mente.
Quer fugir, correr para aquela que sempre foi. ou pelo menos para o que restou dela.
Mas também não quer ser ela mesma para sempre.
Só não quer ser "isso". Isso tudo acima, isso tudo que pode vir escrito abaixo.
Quer ser imprevisível, quer ser motivante.
Prefere irritar a não transmitir nenhuma linha de insegurança em ninguém.
Se sente só com o que está se tornando, e diz BASTA. Porque tomou uma decisão.
Doa a quem doer, não se tornará o que está se tornando.
Sua dependência física e moral está com os dias contados.
E ela encontra em sua mente uma gaveta, um porto seguro.
E esconde "aquilo" ali, naquele lugar, naquela gaveta.
Porque jogar fora pode ser muito prematura.
Aquele ser pode querer voltar um dia, e ser bem acolhido. Mas não agora.
Nem por ela e nem por ninguém.
E ela retorna.
Para o bem ou para o mal, é só hoje e isso passa.

*** Lar é onde o meu coração está! ***

terça-feira, março 17, 2009