"Não tenhamos pressa,
mas não percamos tempo."
[José Saramago]
Já é agosto. Tem noção?
É difícil não se pegar pensando na passagem do tempo. E também não pensar que só de estar pensando que o tempo tá passando, ele já passou, neste exato momento em que estou aqui pensando. Coisa doida. Eu doida.
Se eu penso demais, a ansiedade me consome. Estou fazendo o que tenho que fazer? Já podia ter feito, né, e agora? Posso parar o tempo?
Em algumas culturas, a ansiedade é estar com a mente no futuro ao invés do presente. Medo do futuro, do imprevisível, apego ao controle. Eu sei que não é bom mas vez ou outra acontece. O difícil é encontrar alguém que não seja ou não esteja ansioso. Bom não é.
Posso tentar usar de todas as técnicas: atividade física (têm dias que piora a ansiedade), meditação, respiração consciente (descobri que não sei respirar), medicamentos (prefiro não). Contudo, o fato é que sim o tempo está passando, o futuro não pode ser controlado e tudo isso faz parte de estar vivo.
Penso (quase nada) que talvez eu tenha esquecido um pouco sobre o que é estar vivo. Vida. E não estou romantizando a vida não. A vida já me doeu muito. Acho que todo dia, pelo menos por 1 minutinho que seja, ela me dói. Ela dói justamente porque é vida, sentida fisicamente. E na mente também, claro.
Já o tempo é possível de controlar. Não a medida dele mas a forma como podemos utilizá-lo e vivê-lo. Ele é passível de mudança. Frisando mais uma vez: sem romantizar, apenas viver respeitando o tempo.
Já é agosto e ele meio que dura uns três meses. Principalmente financeiramente (socorro, falta dim dim mas não falta dia). Porém, logo menos ele também já passou. Julho durou uns dois meses e já foi.
E quando ele terminar e eu conversar comigo mesma fazendo o dump do mês e pensar, já terminou, será que eu terei vivido o tempo ou o tempo terá me vivido?
Tenho um agosto todinho me trazendo essa resposta. ⌛🍂🌻
Pensando ao som de : The End - The Doors (não propositalmente) 👀
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