Então tem sido uma constante. As postagens estão sendo uma vez ao ano já que a última foi em 2025 e o texto num contexto meio doloroso. A ideia de voltar foi também romper essa sequência que vinha seguindo e como ainda não chegamos a junho (última postagem) darei então como rompida.
Uma pena que o contexto permanece. Não volto a escrever pra dizer que estou feliz. E me sinto um tanto ingrata nesse sentido pois pedi tanto pra ter o que tenho hoje, que o mínimo que deveria ocorrer era a felicidade diária. Mas algo me consome. Eu acordo grata por respirar e amanhecer mas algo não parece certo. A sensação tem sido angustiante. E a sensação já me vem faz algum tempo. Ao que parece aumentou desde o mês passado, mais especificamente na semana do meu aniversário. E mesmo quando eu tento estar disposta e busco me animar, algo acontece e eu meio que volto à estava zero. Segunda-feira chorei litros sentindo um tantão de coisa ao mesmo tempo. Um misto de sensação de abandono com abandonar, de encerramento de algo que nem sei. Não entendo mas sinto. E esse sentir é muito. Espero que a próxima ideia que me traga pra cá seja mais viva ou pelo menos esperançosa. Mas ainda mais que isso, espero que eu siga retornando. Quero que a escrita volte a ser rotina nos meus dias. Quero voltar a trazer em letras o que o meu coração vem dizendo. Espero que sim mas por enquanto, que bom que aqui estive.
quarta-feira, abril 22, 2026
Como Drummond sentiu os sentimentos do mundo?
"Tantas vezes, tantas, como agora,
me tem pesado sentir que sinto – sentir como angústia só por ser sentir,
a inquietação de estar aqui, a saudade de outra coisa que se não conheceu,
o poente de todas as emoções… Ah, quem me salvará de existir?
Não é a morte que quero,
nem a vida:
é aquela outra coisa que brilha no fundo da ânsia…"
[Fernando Pessoa]
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